Lucena apresenta argumentos para que jogos de azar não sejam; PL pode ser aprovada ainda em fevereiro

Completando exatos 31 anos de tramitação, o Projeto de Lei 442/1991, que regulamenta os jogos de azar, deve ser votado ainda no mês de fevereiro pela Câmara dos Deputados. O PL regulamenta a prática de jogo do bicho, cassino, bingo, vídeo-bingo, jogos online e apostas.
Contrário à proposta, o deputado federal Roberto de Lucena (Pode/SP) apresenta fortes argumentos para que os jogos não sejam legalizados no Brasil. Para ele, os prejuízos sociais com o vício de pessoas idosas, aumento de casos de depressão e outros já inviabilizam a aprovação do PL.
Defensor da família e da pessoa idosa, Lucena afirma que, embora os defensores do PL estimem grande arrecadação com os jogos legalizados, não são apontados os custos sociais advindos da prática, especialmente no que se refere aos casos de ludopatia, o vício em jogos de azar, que pode levar à depressão e até mesmo à morte. “Quantas famílias são destruídas por esse vício, quantas pessoas já perderam tudo o que tinham, e perderam a vida para a depressão, após se perceberem sem suas economias?”
Segundo o parlamentar, os lucros da atividade econômica serão privados, mas os gastos com prevenção e tratamento serão pagos pelo governo, e portanto arcados por toda a sociedade, por meio dos impostos.

Deputado defende consulta popular
Roberto de Lucena observa que diversas pesquisas apontam a desaprovação da proposta pela sociedade: “É por isso que o PL está há mais de 30 anos nas gavetas do Congresso. Porque o povo não aceita essa legalização. Claro, nós da bancada evangélica temos um forte papel ao barrar a tramitação durante tanto tempo, e considero que se juntarmos as forças de todos aqueles que defendem a família, os direitos humanos, os idosos, a saúde pública, tenhamos apoio suficiente para derrubarmos a proposta no Congresso. Mas eu defendo que os cidadãos possam se manifestar sobre o tema, em paralelo às eleições gerais de outubro, na forma de uma consulta popular”, disse. 

Lavagem de dinheiro
Outro risco trazido por Roberto de Lucena se refere ao uso de apostas como mecanismo de lavagem de dinheiro, caixa dois e até mesmo crime organizado. O parlamentar reconhece que a legalização dos jogos pode aumentar a fiscalização sobre os recursos movimentados no segmento, mas contrapõe que o Brasil hoje não dispõe de instrumentos e nem de quadros de pessoal suficientes nas polícias e na Receita Federal, para controlar o crescimento da atividade, o que leva diversos órgãos públicos a manifestarem reservas sobre a legalização dos jogos.

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