Investigação da Polícia Civil leva pai e filho para prisão acusados de envolvimento em homicídios

Uma ação conjunta entre as polícias civil de Arujá e da Paraíba, Ministério Público e Poder Judiciário culminou com prisão preventiva de pai e filho, acusados de serem os mandantes de dois assassinatos no Parque Rodrigo Barreto, um ocorrido em outubro de 2020 e outro em fevereiro deste ano. Os acusados foram presos na última terça-feira (18), sendo o filho na Paraíba e o pai em Arujá.
Os suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada assim que os policiais civis da equipe A de Arujá conseguiram reunir provas que evidenciavam o envolvimento de pai e filho nos crimes, e as apresentaram no Ministério Público. Em entrevista ao Jornal da Cidade, o delegado assistente que conduziu o caso, doutor Carlos Cavalcante, que está há apenas dois meses em Arujá, fez questão de parabenizar o trabalho dos policiais, do chefe dos instigadores, Wagner Rosalim, delegado titular Marcel Druziani, e todo o empenho do Ministério Público, Poder Judiciário, assim como a Polícia Civil da Paraíba.
Vale destacar que, em menos de um ano, cinco casos de homicídio foram solucionados pela equipe A da Polícia Civil de Arujá. 

O crime
Segundo doutor Carlos, as mortes de Jeová Antonio, de 48 anos e Emanuel dos Santos, de 41 teriam sido motivadas por conta da divisão de espaços em um terreno localizado na na Estrada das Três Cruzes, no Parque Rodrigo Barreto. Pai e filho, que residiam no bairro e tinham um comércio de madeira no local, teriam repassado uma área para as vítimas, a qual não seria correspondente ao acordo. Sendo que então Emanuel teria feito uma cerca no terreno de acordo com o que segundo ele foi o combinado. Segundo a polícia, começava ali então a sentença de morte. 
Primeiramente foi executado Jeová, no dia 18 de outubro de 2020, na Avenida C do Barreto. De acordo com o Boletim de Ocorrência, ele não teve tempo nem ser socorrido, morrendo no próprio local do crime. Mas, foi com a morte de Emanuel, no dia 26 de fevereiro deste ano, na Rua Joseppe Antonio Maiolino, também no Barreto, que os investigadores começaram a desvendar o crime. 
Após registrar a ocorrência, os policiais da equipe A começaram as diligências e verificaram que Emanuel era uma das testemunhas no homicídio de Jeová, sem contar que os crimes tinham as mesmas características.
Segundo o delegado, quando ouvido, Emanuel contou sobre as desavenças com pai e filho por conta da negociação dessas terras, dizendo ainda que haviam sido ameaçados por diversas vezes. Ainda segundo doutor Carlos, a execução de Emanuel ocorreu semanas depois de ser ouvido.
Com depoimentos que evidenciavam o envolvimento de pai e filho nos crimes e outras provas colhidas pela equipe de investigação, doutor Carlos contou que foi tudo apresentado ao Ministério Público que prontamente acatou a denúncia e o Judiciário expediu o mandado de prisão preventiva.
Pai e filho aguardam agora julgamento e responderão por dois homicídios qualificados e uma tentativa. 

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