“A saúde de Arujá no que tange a Covid-19 colapsou”, disse o prefeito de Arujá

Segundo dados apresentados em coletiva, Arujá registra uma média de 32 casos novos de Covid-19 por dia

Em coletiva realizada na tarde de ontem (12), na Prefeitura Municipal, o prefeito de Arujá, Luis Camargo (PSD), informou à imprensa que a saúde no município no que diz respeito a Covid-19 entrou em colapso. Ao lado dos secretários Márcio Knoller, Saúde, e Rogério Gonçalves, Governo, o chefe do Executivo arujaense falou sobre as ações que vem desenvolvendo no município para enfrentar a doença que atinge não só a cidade.
“Realmente nos extrapolamos e muito as nossas possibilidades de atendimento. Vale lembrar que a questão de é possível ir abrindo leitos, sim, nós fizemos o que deu, o possível e impossível. Mas em algum momento passamos a ter limitações físicas, como espaço; você não tem material humano, chega ao ponto que você não tem médico, não tem enfermeiro suficiente para ampliar esse atendimento”, enfatizou Luis Camargo.
Lembrando que o caos instalado por conta da Covid-19 não é algo que atinge apenas Arujá, Camargo clamou por isolamento e falou sobre possível falta de oxigênio. “Infelizmente não é só aqui em Arujá, mas nós vamos começar brevemente, se a população de uma maneira geral não se mantiver longe de aglomerações e coisas do gênero, a questão do oxigênio. Nós já estamos começando a ter problemas com o oxigênio na cidade”, ressaltou.

Leitos
Camargo falou sobre os altos custos para manter as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em funcionamento.
“A questão de ampliação de quantidade de leitos, nós realmente nos desdobramos. Vale lembrar a todos o seguinte: Nós temos a Maternidade funcionando em Arujá há mais de 10 anos e sabemos que jamais se conseguiu um leito de UTI dentro da Maternidade por causa do próprio custo, então imaginem como estamos hoje no município, com essa quantidade enorme de leitos de UTI e nós temos que manter. A questão financeira, aperta-se daqui, dali. O município vai entrar em estado de calamidade publica. É uma triste realidade, mas o volume de atendimentos chegou ao seu limite”, disse o prefeito.
Segundo informou o secretário de Saúde, o médico Marcio Knoller, nos últimos 10 dias houve um crescimento no número de atendimentos e de internações obrigando o município a tomar novas atitudes. 
“Há mais ou menos 10 dias tomamos uma atitude de transformar o PAM Barreto em uma Central Covid-19, para que não se misture os pacientes contaminados dentro do PA Central. Mantivemos no PAM Barreto 10 leitos de UTI, 6 ventilatórios e 10 de enfermaria”, explicou o secretário.
Knoller disse que ontem (12) o quadro de internações era de 11 leitos de UTI, ou seja, teve que abrir uma a mais; dos 10 de enfermaria, nove estavam ocupados e todos os ventilatórios ocupados.
“Ressalto que os leitos de enfermaria não estão existindo para nós, pois todos os pacientes nestes leitos estão dependendo de oxigênio. Então estamos com todos eles como ventilatórios, porque estão precisando de oxigênio. São pacientes de risco. Tivemos que colocar nessas adaptações cilindro de oxigênio ao lado dos leitos, pois nós não temos rede preparada dentro do PAM para isso. Estamos com os cilindros. Um paciente consome de 10 a 12 litros de oxigênio por minuto, um cilindro dura em média duas horas. Isso preocupa o quantitativo de oxigênio sendo consumido dentro do PAM. Essa é nossa preocupação: até quando as empresas terão condições de fornecer oxigênio?”, questionou Knoller.
Segundo Camargo, a manutenção de todos os leitos deve passar de R$ 2 milhões por mês, sendo integralmente bancados pelo município, ou seja, sem recursos do Estado ou União.

Compra e vacinas
Ainda em coletiva, o prefeito Luis Camargo falou sobre as tratativas de comprar vacinas contra a Covid-19. Segundo ele o setor privado e as Prefeituras poderão fazer essas compras diretamente e que para isso já está correndo atrás das questões burocráticas. Um documento deve ser enviado para a Câmara Municipal para a compra das vacinas.
“Eu tenho certeza que esse é o melhor investimento que uma Prefeitura vai poder fazer em saúde. Porque com esse custo de cerca de R$ 1,4 milhão que se investia na Covid-19, que tende a ir para casa de R$ 2 milhões de reais de um recurso que não existe. Todo os municípios estão tendo que se virar”, acrescentou.
Até ontem, 3.040 pessoas haviam recebido a primeira dose da vacina contra Covid-19 e outras 1.282 a segunda.

COLUNISTAS

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