Ordem judicial determina a suspensão da reintegração de posse no Centro Residencial após intervenção da Prefeitura

Uma ação de despejo que afetaria 15 famílias de diversos lotes, muitas com crianças e pessoas doentes, que estava marcada para acontecer nos próximos dias foi suspensa pela Justiça de Arujá.  A decisão atendeu a um pedido feito pela Prefeitura de Arujá, para que suspendesse a ordem da reintegração de posse, em uma área da Imobiliária Continental no Centro Residencial.
O prefeito, Luis Camargo (PSD), em conjunto com os secretários municipais de Assuntos Jurídicos, Marcos Regueiro, e de Habitação, Rodolfo Ribeiro Machado, pediu que o Judiciário reconsiderasse a decisão, devido à situação de vulnerabilidade social, pelo próprio contexto da pandemia e também pela falta de participação do Ministério Público e da Defensoria Pública no processo. 
Os moradores comemoraram a decisão da juíza da 2ª Vara Cível do Fórum de Arujá e disseram estar esperançosos com a intervenção da Prefeitura. "Queremos comprar os lotes e nunca antes as gestões passadas nos ouviram ou tentaram nos ajudar. Agora estamos com esperança que isso, finalmente, vai mudar", afirmou Raimundo Pereira da Silva, morador do lote 33.
A esposa dele, Miralva Vieira da Silva, mãe de dois filhos de 13 e 16 anos, também mostrou-se feliz com a notícia. "Nunca ninguém tinha nos auxiliado nisso antes e essa notícia nos deixou mais aliviados, porque estávamos desesperados", afirmou. 
Para a moradora do lote 32, Edileuza Santos Souza, duas filhas de 14 e 21 anos, que mora desde 2013 no Residencial, a decisão da Justiça e o fato de a Prefeitura ter ouvido os moradores, concedeu-lhes uma luz no fim do túnel. "Cheguei a pagar até IPTU antes. Agora só queremos uma solução e creio que iremos conseguir", comemorou.
O prefeito agradeceu ainda ao representante dos moradores do Residencial, Magno Belo da Silva, que compareceu juntamente com o grupo à Prefeitura, para saber da novidade.

 

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