Prefeito de Arujá, Dr. Luis Camargo, clama para que a população ajude no combate ao Coronavírus

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade, realizada quinta-feira, 28, o prefeito de Arujá, Dr. Luis Camargo, estava otimista ao passar índices no que tange ao enfrentamento da Covid-19 em Arujá, pois os dados que ele tinha em mãos no decorrer da entrevista indicavam 3,17% de taxa de letalidade e 90,13% de taxa de pacientes recuperados. “Embora lamentemos a perda de cada uma das vidas, cabe enfatizar a diminuição constante da taxa de letalidade, fato esse que nos deixa felizes porque indica que estamos no caminho certo”, afirmou ele, tendo em vista que no apagar das luzes de 2020 o município registrava preocupantes 120% de taxa de ocupação dos leitos de UTI e índices bem maiores no número de mortes causadas pela Covid-19. “Credito a melhora dos índices ao empenho incansável do Dr. Márcio Knoller, que soube modificar protocolos de atendimento e treinar nossos profissionais que atuam na linha de frente, o que gerou muito mais eficácia no tratamento da doença e as taxas de ocupação começaram a baixar rapidamente para 103%, 90%, 80% e hoje temos 75% de ocupação dos nossos leitos”, explicou ressaltando que tal taxa de letalidade é a menor entre as cidades do Alto Tietê e uma das menores do País. Mas um dia depois da reunião, sexta-feira (29/01), foram registrados 9 novos casos de coronavírus na cidade e Camargo, através de sua assessoria, fez um apelo à população:
“Apesar dos índices de letalidade e de recuperados serem positivos, solicito encarecidamente que a população colabore evitando aglomerações e, assim, auxilie para baixar mais ainda os índices de contágio e internações”.

Vacina escassa: definição de prioridades
Como tem ocorrido em todo o País, as doses da vacina têm chegado aos municípios em número insuficiente e a conta-gotas. “Uma vez que chegam as vacinas temos que priorizar os beneficiados. É uma equação muito complicada e vou explicar por que: quem toma a primeira dose da vacina tem de tomar a segunda dose da mesma vacina, ou seja, se a primeira for do Instituto Butantan, a segunda tem de ser também ou corre-se o risco de a primeira perder a eficácia. Como nós não sabemos quando vamos receber uma segunda remessa da mesma vacina que chegou agora, temos de guardar 50% delas para a segunda dose, ou seja, além de ser em número insuficiente, ainda temos que reservar 50%. Isso nos obrigou a definir prioridades. Dentre os 1.500 profissionais da saúde que atuam aqui, apenas 1/3 deles já foram vacinados, e são aqueles que trabalham diretamente com os pacientes de Covid-19. Além deles, priorizamos também a vacinação de idosos que residem em dois asilos localizados aqui”, explicou.   

Distanciamento social x comércio local
“A meu ver, a função do Poder Público é a de organizar a vida do cidadão; é a de procurar entender a necessidade de todos e procurar um ponto de equilíbrio entre eles. Essa pandemia nos obrigou a colocar em prática essa difícil tarefa. Hoje temos de um lado a obrigação de evitar a todo custo a aglomeração de pessoas e, de outro, o comércio que precisa faturar para sobreviver minimamente. Vejam como é complicado! É nessa hora que o Poder Público precisa atuar. Nós temos de conter as aglomerações de qualquer natureza sob pena de compactuar com o crime previsto no artigo 268 do Código Penal, que fala sobre a disseminação de doenças contagiosas. Isso é crime e ponto. Para isso vamos contar com a atuação das polícias Civil, Militar e também da GCM. Na outra ponta, vamos trabalhar junto aos nossos comerciantes para praticarem as muitas formas de venderem seus produtos mas de forma segura. Não precisa e não deve deixar de trabalhar, mas trabalhar de forma diferente. Temos de compreender que não sou eu, você ou Arujá, ou São Paulo, é o mundo todo. Essa é a realidade”, explicou.  

Hospital em Arujá
Há muito os arujaenses anseiam por um hospital no município. Esse assunto se arrasta por anos e anos, e na Administração passada quase se tornou realidade, mas ficou no “quase”. Segundo pesquisamos, o problema não é a construção e entrega de um prédio para instalar um hospital, mas sua manutenção, que é caríssima e compromete o Orçamento até de cidades de médio e grande porte. De acordo com Dr. Luis Camargo, esse sonho pode até tornar-se realidade. “Já existe um dinheiro destinado à construção do prédio para instalar o hospital, recursos liberados na CEF, porém a liberação desse dinheiro depende de um projeto executivo aprovado pelos órgãos competentes, inclusive pela Anvisa. Se não conseguirmos aprovar tal projeto até dezembro deste ano, perderemos a verba. Agora é uma corrida contra o tempo. Já autorizei dar andamento no projeto e suas devidas aprovações. Quanto à manutenção do hospital, nosso planejamento é de um hospital municipal no modelo existente em Mogi das Cruzes, que é mantido com 50% vindo de recursos federais, 25%, estaduais, e 25%, municipais. Assim, o projeto se torna viável. Da nossa parte, faremos o possível e o impossível para trazer o hospital para a realidade”, explicou o prefeito.

Segurança Pública – Operação Delegada
Além da Saúde, a Segurança Pública foi um dos temas da entrevista. “Venho mantendo um excelente relacionamento com o tenente-coronel Márcio Necho, o qual comanda o 31º Batalhão Metropolitano da Polícia Militar, no sentido de, além de aumentar nosso efetivo, também viabilizar a Operação Delegada, através da qual os policiais podem trabalhar para o município nos horários de folga. Essa alternativa pode atrair muitos policiais para atuarem no município”, disse Dr. Camargo.

Parceria público-privada
Outra iniciativa do prefeito é conseguir algumas parcerias público-privadas com oficinas, comércios de autopeças, pneus, entre outras do ramo para dar agilidade no conserto das viaturas. “Na maioria das vezes, uma viatura fica parada por falta de uma mangueira, um pneu, coisas simples, nem tão caras, mas sem o conserto a viatura não anda. Já estamos em tratativas com alguns comerciantes parceiros para nos dar esse apoio”, explicou, ampliando também seu esforço para o Corpo de Bombeiros.

Monitoramento eletrônico
O prefeito aposta e acredita que a ampliação do monitoramento eletrônico nos bairros mais afastados do Centro vai melhorar muito a segurança pública. “Os comerciantes desses bairros podem compartilhar suas câmeras com a GCM. Essa medida é importante, inibe as ações criminosas, porque o infrator pode ser identificado. Vamos melhorar e ampliar o monitoramento”, prometeu.

Trânsito: Estudo de uma Perimetral
Arujá vem crescendo a olhos vistos e se tornando uma pequena metrópole. O crescimento tem seu bônus, mas também seu ônus, sendo um deles o grande tráfego de veículos e, com ele, os congestionamentos. Camargo revelou que “esse é um dos assuntos que tem sido muito debatido com o secretário Marco Valdanha. Existe o traçado de uma perimetral que liga vários bairros periféricos sem passar pelo Centro. A princípio, trata-se de uma construção relativamente barata, pois as ruas já existem, não envolve desapropriações e vai desafogar muito a região central. Nós temos nos debruçado nesse projeto para colocá-lo em prática”.

Geração de emprego e renda
O grande desafio neste momento é a geração de emprego e renda. “Arujá oferece hoje uma das melhores condições para a instalação de um novo parque industrial e para um polo logístico. Nossa localização é privilegiada com Rodoanel à porta, temos qualidade de vida, contato com a natureza, um povo maravilhoso. Quem não quer estar aqui? A instalação de novas empresas vai gerar emprego e melhorar a vida de todos. Solicitamos a Câmara Municipal o Plano Diretor que foi enviado para a Casa de Leis no final do ano passado, para que possamos analisá-lo com muito cuidado para podermos viabilizar esses novos projetos”.

Aplicativo para se comunicar com a Prefeitura
Ao falar sobre as chuvas de Verão e os problemas que ocorrem neste período, o prefeito destacou uma função exclusiva, dentro do aplicativo eOuve, para a comunicação de assuntos relacionados a árvores com risco de quedas e interferência nas fiações da rede aérea elétrica, bueiros ou bocas de lobo com tampas quebradas ou sem tampas, postes de madeira ou de concreto com risco de queda e fios soltos, vias públicas com acostamentos com sinais de erosão e outros transtornos. Essa nova funcionalidade visa a prevenção e o mapeamento dos riscos causados pelas chuvas, para que as equipes de serviços da Administração Municipal ou as Concessionárias possam se programar e atuar rapidamente nos casos mais graves, a fim de evitar maiores problemas. É importante frisar que essa zeladoria específica, incluída dentro do app eOuve, é para prevenção, o que significa que todos os casos ali informados serão analisados pela Ouvidoria e encaminhados para a resolução de acordo com o seu grau de prioridade e urgência. 
Para facilitar a vida dos munícipes, o Departamento de Tecnologia da Informática da Prefeitura irá disponibilizar um vídeo com tutorial de como acessar o serviço e cadastrar a sua demanda no www.prefeituradearuja.sp.gov.br
Uma vez cadastrada a queixa, o munícipe receberá uma mensagem da Ouvidoria sobre o prazo previsto para a regularização do transtorno.

Monitoramento dos danos ocasionados pelas chuvas
As fortes chuvas que caíram sobre Arujá desde o último final de semana castigaram alguns pontos da cidade com alagamentos, queda de árvores, de um poste no bairro do Mirante e surgimento de buracos em estradas ou problemas no acostamento, como no bairro do Retiro. Ao saberem das ocorrências, a Prefeitura, por meio do prefeito Luis Camargo, das Secretarias Municipais de Planejamento, Obras e Serviços e da de Segurança Pública, que engloba a Guarda Civil Municipal (GCM) e a parte de Defesa Civil, atenderam prontamente aos chamados e tomaram as providências cabíveis.

COLUNISTAS

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