Luiz Fernando fomenta debate sobre papel de comunidades terapêuticas em Arujá

Recomeço: é o que buscam os pacientes do Instituto Bauman, responsável por um centro de recuperação de dependentes de álcool e outras drogas localizado no bairro Estância Arujá. A comunidade terapêutica, como são chamados estes espaços, completou em 3 de janeiro uma década de atuação no município.
Segundo seus coordenadores, a instituição vive seu melhor momento: “O maior presente de aniversário que poderíamos ganhar é ter o Legislativo ao nosso lado”, celebrou Daniel Buscaratti, coordenador do projeto, em alusão à visita do vereador Luiz Fernando de Almeida (PSDB) no dia 8/1.
Simpático ao modelo de tratamento, o mandato do tucano foi responsável por promover, em outubro de 2019, o 1º Fórum Público de Apresentação e Discussão da Rede de Atenção Psicossocial e Comunidades Terapêuticas do Alto Tietê. O evento sediado pela Câmara contou com a presença de autoridades sanitárias do governo estadual, do gestor da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract) e do então chefe do Executivo arujaense.
Luiz Fernando conheceu o Instituto Bauman em 2013, quando ainda atuava como servidor na Prefeitura de Arujá. Desde então, passou a acompanhar o trabalho da entidade e hoje cogita propor a declaração de utilidade pública da instituição no Legislativo. “Faço questão de levar esse importante debate à Câmara”, anunciou.
“É preciso que o poder público arujaense supere preconceitos e avalie, seriamente, uma maior integração do modelo de comunidade terapêutica na rede de atenção psicossocial, de forma complementar e integrada às demais políticas de saúde”, defendeu o vereador em reunião com os profissionais responsáveis.
Atualmente, o Instituto Bauman atende nove adictos, sendo que há 21 vagas disponíveis no local. Os “acolhidos”, como são chamados, ingressaram no Centro voluntariamente.
“Nossa intenção é atuar de forma complementar às demais políticas do município para esta população, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas)”, elucidou Buscaratti.
O coordenador enfatizou que, embora seja comum a ligação de instituições religiosas a esse modelo de abordagem, o Instituto Bauman mantém como diretriz a laicidade, facultando aos “acolhidos” experiências de espiritualidade conforme suas próprias convicções religiosas. “Não combatemos as drogas, cuidamos da saúde mental daqueles que querem se livrar delas”, resumiu.
Atualmente, o Instituto Bauman conta com nove profissionais entre psicanalistas, educadores sociais, psicopedagogos, além de gestores financeiros, coordenadores, assistente social, psicólogo, cozinheiro e manutencista, sendo que há dois processos seletivos em aberto. A instituição integra o programa do Governo do Estado de São Paulo Recomeço, que subsidia com recursos públicos o tratamento de adictos através das comunidades terapêuticas.
Em março de 2019, o governo Bolsonaro aprovou uma legislação para a regulamentação definitiva das comunidades terapêuticas e turbinou o orçamento destinado a estas instituições, revelando um protagonismo do modelo sob a ótica do Planalto.

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