Prefeitura exonera secretário de Saúde; falta de médicos no PA prejudica atendimento à população

O médico Messias Covre não é mais o secretário de Saúde de Arujá. A informação foi passada pela Prefeitura de Municipal na tarde de ontem (10) via Assessoria de Imprensa. A nota informou ainda que a exoneração ocorreu em comum acordo, e em virtude de problemas relacionados à área. A diretora, Carmen de Araújo Pellegrino, responde interinamente pela Saúde desde ontem.
Doutor Messias, que estava à frente da Saúde desde o início da gestão do prefeito José Luiz Monteiro, vinha há meses sofrendo várias críticas por parte do Legislativo Municipal.
 
Falta de médicos
Ao menos seis vereadores estiveram no Pronto Atendimento (PA) de Arujá entre a noite de domingo (8) e a madrugada de segunda-feira (9/7), onde relatam ter constatado a falta de médicos. A informação foi amplamente divulgada pelos parlamentares em suas respectivas redes sociais.
Os vereadores Rafael Santos Laranjeira (PSB), Cristiane Araújo Pedro (PSD), a Profª Cris do Barreto, Renato Bispo Caroba (PT) e Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB) chegaram à unidade às 22h do domingo atendendo a uma denúncia e lá permaneceram até as 2h.
Indignados com a situação, os quatro vereadores acionaram a Polícia Militar para denunciar omissão de socorro e registraram um Boletim de Ocorrência (B.O) para preservação do direito de atendimento médico.
“Pagamos mensalmente cerca de R$ 2,5 milhões para ter o Pronto Atendimento funcionando e nos deparamos com esse absurdo de falta de médicos”, questionou Renato Caroba. O parlamentar ainda destacou que o prefeito estava atendendo pacientes na unidade, o que realça a gravidade da situação. Os vereadores Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, e Gabriel dos Santos (PSD) também estiveram no local.
Sobre a falta de médicos constatada no Pronto Atendimento (PA) Central no último domingo (08/07), a Prefeitura informou que foi registrado, pela Polícia Militar, um Boletim de Ocorrência por falta ou abandono de plantão em face dos três profissionais que faltaram ao trabalho nesta data, prejudicando o atendimento na unidade.
Ainda sobre o ocorrido e no tocante à responsabilidade da organização Inovação, administradora do Pronto Atendimento, o gabinete do prefeito José Luiz Monteiro convocou uma reunião com a diretoria clínica da OS para discutir as responsabilidades dela no fato e as penalizações a serem aplicadas. O encontro deverá ocorrer até hoje (11).
A organização social possui um contrato emergencial, até o mês de agosto, para a administração de três unidades (Pronto Atendimento Central, Pronto Atendimento Parque Rodrigo Barreto e Maternidade Municipal) e atua no município desde fevereiro, quando foi suspenso cautelarmente o contrato da empresa InSaúde.
“é lastimável a população que busca por atendimento se deparar com uma unidade sem médicos. Estamos cobrando a organização social porque esse é o tipo de coisa que nós não admitimos que se repita”, afirma o prefeito arujaense.

COLUNISTAS

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