Vereadores fazem vistoria em escolas da rede municipal de ensino

 

Falta de professores, pisos quebrados nas salas de aula e corredores, infiltrações nas paredes, banheiros sem porta, pias sem cuba, vasos sanitários sem tampa, rede elétrica precária. Onde deveria existir um elevador para garantir acessibilidade a pessoas deficientes, apenas um fosso vazio. Estes foram alguns dos problemas constatados na Escola Municipal (EM) Paulo Freire, no bairro Mirante, durante vistoria realizada pelos vereadores Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, e Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB), na última terça-feira (22).
Os parlamentares se dirigiram à unidade em atendimento ao ofício n° 853/2017, referente ao Inquérito Civil nº 112/17 do Ministério Público de São Paulo, que apura quais providências estão sendo tomadas pela Secretaria Municipal de Educação em relação à contratação de professores eventuais. Atualmente, na falta do professor titular os alunos são costumeiramente dispensados das aulas. O MP solicitou à Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social da Câmara, da qual os vereadores Rogério da Padaria e Luiz Fernando são presidente e vice-presidente, respectivamente, a realização de vistoria na unidade. 
Na EM Paulo Freire, os parlamentares foram recepcionados pelas servidoras Solange de Lima Cruz, assistente de diretor de escola, e pela coordenadora Maria de Lourdes Soares Souza. Segundo elas, a turma do 5º ano C está desde o início do ano sem professor de Educação Física, confirmando o quadro de defasagem de profissionais. O maior drama, no entanto, ocorre quando algum docente falta. Isso porque nem sempre a Prefeitura de Arujá dispõe de substitutos para garantir o atendimento.
Segundo Solange, quase todos os dias há professores ausentes na unidade. “Quando são comunicadas com antecedência, é mais fácil conseguir substitutos, do contrário é muito difícil; falta essa reserva”, relata a assistente de diretor. Atualmente 33 professores atuam na unidade de ensino, na qual estão matriculadas mais de 600 crianças.

Cobrança
Durante a Sessão Ordinária da última quarta-feira (23), Rogério da Padaria ressaltou as condições precárias da escola Paulo Freire. Na Tribuna, ele defendeu a necessidade de reformas na unidade e questionou a aprovação do prédio pela Administração Municipal, mesmo com diversos problemas estruturais. “Por que a quadra, que foi reformada há cerca de um ano e meio está cheia de infiltrações e vazamentos?”, indagou.
Rogério da Padaria questionou ainda a falta de acessibilidade no local, que embora contasse com um elevador em seu projeto original segue sem o equipamento. “Como recebem uma escola inacabada? Estamos levantando por meio da Comissão o processo para saber se a instalação do elevador já estava prevista no contrato ou não”, disse.
“é muito triste você chegar em uma escola e não ter nenhum tipo de acessibilidade. Todas as salas são no andar superior. é triste ouvir das pessoas que lá trabalham que os alunos cadeirantes são levados no colo pelas escadas”, lamentou o vereador.

Requerimentos
Ao todo, Rogério da Padaria teve quatro Requerimentos de sua autoria endereçados à Secretaria Municipal de Educação. As proposituras cobram informações relacionadas ao Decreto Módulo (nº 1.292/2018) e ao quadro de docentes nas escolas municipais do Bairro da Penhinha (nº 1.290/2018), Paulo Freire (1.289/2018) e Professora Cecília Caraça Mineiro Coutinho (nº 1.291/2018).
As proposituras também foram assinadas pelos vereadores Luiz Fernando e o relator Marcelo José de Oliveira (PRB), o Dr. Marcelo Oliveira, além do presidente da Câmara, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, no caso do Requerimento nº 1.290/2018.
Dentre as informações demandadas, está o número de professores, alunos, além de quantas solicitações de professores PDR foram feitas desde o início do ano letivo, a quantidade de solicitações atendidas e negadas e suas respectivas justificativas. Os Requerimentos ainda solicitam cópias das solicitações da escola e resposta da Secretaria.

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