Greve começa a afetar setor da indústria, comércio e transporte; quatro escolas têm aulas suspensas

Ontem (25) os postos de combustíveis de Arujá já não tinham mais álcool ou gasolina para oferecer aos clientes

A greve dos caminhoneiros, que teve início na última segunda-feira (21), já vem impactando o abastecimento de produtos em várias cidades do País, a começar pela falta de combustível. Em Arujá esta situação não é diferente. Na última quarta-feira (23), a ameaça da falta de combustível gerou uma grande movimentação nos postos, que permaneceram lotados até esgotar a última gosta de gasolina ou álcool. Em alguns, o produto zerou logo no início da noite. 
Já na quinta-feira (24), nos poucos estabelecimentos de Arujá que ainda tinham combustível para oferecer, as filas eram quilométricas. Ontem (25), nenhum posto em Arujá tinha álcool ou gasolina para oferecer aos clientes. 

Aulas suspensas 
A Prefeitura de Arujá informou através da Assessoria de Comunicação que o combustível utilizado para abastecer a frota municipal está sendo racionado. 
Cautelarmente, a Secretaria de Educação suspendeu as aulas das Escolas Municipais Isabela Pavani Castilho Cruz, no Copaco; Bairro da Penhinha; Abílio Pinheiro André, no bairro da Pedreira; e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A medida afeta cerca de 400 alunos.
As quatro unidades são atendidas pelo serviço de transporte escolar municipal, que também está suspenso.
 A linha de transporte escolar que leva alunos do Bairro do Retiro para a Escola Municipal Zilda Arns Neumman também está suspensa. Apesar disso, a unidade terá aulas normalmente.
A nota informou ainda que foi comunicada por fornecedores da incapacidade de entrega de gás de cozinha e produtos de hortifruti nas unidades municipais.
Em virtude disso e considerando estoque existente com capacidade de atendimento até 10 de junho, não está descartada a oferta de merenda seca aos alunos. Como a próxima semana possui apenas três dias letivos por conta do feriado de Corpus Christi, a Secretaria esclarece que o impacto de escassez de produtos na rede de ensino deve continuar sendo mínimo.

Transporte reduzido
Sem ter como abastecer a frota de ônibus das linhas municipais e intermunicipais, a Viação Arujá e a Transdutra estão trabalhando com a frota reduzida.
Segundo o coordenador de operações, no horário entre pico, que vai das 8h às 15h, as linhas municipais e intermunicipais estão trabalhando com uma redução de 15% da frota.
“Estamos buscando alternativas para não deixar os usuários sem o transporte. Estamos atendendo os principais horários, como por exemplo, as saídas de escolas”, acrescentou Ricardo.
A greve também atinge o abastecimento de produtos alimentícios. Segundo a rede Styllus de supermercados, uma das medidas adotada para conseguir atender a todos os clientes foi de tentar conscientizar todos eles a não estocar produtos para que tenham a oportunidade de comprar. “Como temos outras lojas, estamos fazendo o remanejamento de mercadorias também, porém no setor de hortifruti já estamos sem muitos produtos”, disse o gerente de uma das lojas em Arujá, salientando que alguns tipos de carnes já estão em falta, assim como o estoque de gás de cozinha está bem baixo.
Algumas indústrias também pararam as atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.

Greve continua
Até o fechamento da edição impressa do Jornal da Cidade, às 17h30 de ontem, a greve dos caminhoneiros continuava.
O presidente Michel Temer disse durante a tarde que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhoneiros em greve. Ele fez um pronunciamento no Palácio do Planalto. Temer optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma “avaliação de segurança” no País, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta-feira,24.


Manifestação em Arujá
No final da tarde de ontem, um pequeno grupo de manifestantes em Arujá também decidiu aderir à greve geral protestando na Avenida Renova dos Santos.
Profissional do setor de terraplanagem, Danilo Barbieri foi quem deu início ao manifesto na cidade, parando dois caminhões. “Eu já fui protestar em Guarulhos e hoje decidi revindicar os direitos de todos os cidadãos na cidade em que eu trabalho. Nós não aguentamos mais pagar impostos, não aguentamos mais os preços dos combustíveis nas alturas. Não vai ter intervenção de Força Federal nenhuma que nos faça parar enquanto não atenderem o que pedimos. Não queremos bandalheira, queremos respeito”, disse o manifestante.
Até o fechamento da edição, o grupo ainda estava no local e outros veículos, como ônibus e motocicletas,w também haviam parado no local.

COLUNISTAS

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