Cobranças se repetem em Audiência com secretário de Educação

As cobranças ao vice-prefeito e secretário de Educação, Márcio José de Oliveira, se repetiram durante Audiência Pública realizada na Câmara de Arujá, no último dia 3 de março. Tanto do Legislativo quanto do público, que participou da sabatina, o gestor ouviu reclamações relacionadas à infraestrutura das escolas, ao atraso na entrega dos uniformes e do material e à falta de profissionais, assuntos já abordados em outras oportunidades nas quais compareceu à Casa. Os acréscimos à exigência de explicações ficaram por conta dos recentes problemas na merenda – desabastecidas, as escolas tiveram de improvisar para garantir a alimentação dos alunos – e da necessidade de melhoria na qualidade do ensino.
Márcio Oliveira respondeu a todas as perguntas e admitiu que parte das dificuldades em executar as metas anunciadas logo no início de sua gestão está relacionada à burocracia. “Muitas coisas não acontecem a contento. No poder público existe um compartilhamento da gestão, que envolve vários departamentos. Há muito desafios a serem vencidos”, afirmou.
é o que ocorreu, segundo ele, em relação à reforma e à manutenção das escolas. “Demorou 1 ano e 2 meses, mas finalmente assinamos a ata de registro de preço que permitirá a revitalização das unidades”, anunciou. O contrato inclui fornecimento de material e de mão de obra. A expectativa é que os serviços sejam iniciados ainda no mês de março.
O gestor ainda listou como metas a implementação do sistema de creche conveniada – como já ocorre em municípios vizinhos –, a terceirização do sistema de transporte, o plano de carreira para os profissionais da Educação e mais investimentos na educação infantil a fim de aproveitar o “potencial” das crianças com idade até quatro anos.
“Faremos um projeto piloto de creche conveniada. Se está dando certo em outras cidades, tem que dar aqui também”, afirmou. O motivo da preocupação do secretário é o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Prefeitura com o Ministério Público (MP) que obriga a criação de 600 vagas em creches até 2019. Esta também é uma das justificativas para manter as unidades em período parcial e não integral.
Sobre a entrega de uniformes e material escolar, o secretário alegou que a disputa entre as empresas acabou por atrasar o processo. “Agora estamos em fase de finalização e espero fazer a entrega o quanto antes”, afirmou.
Apesar das explicações, o secretário ouviu do pedreiro Israel do Prado, conhecido como índio do Cachoeira, que a gestão da Educação em Arujá “é a pior que a cidade já teve” e do vereador Edvaldo de Oliveira Paula (PSC), o Castelo Alemão, que a situação piorou em 2017. Ele não se sentiu contemplado com as respostas e foi enfático: “A população espera resultados melhores”.
Márcio Oliveira rebateu afirmações de que estaria fazendo novas promessas e disse que assim como a população “também é um revoltado”. Ele destacou a coragem de “assumir a pior Pasta” e novamente falou das dificuldades orçamentárias e do custo com pessoal. “80% do orçamento é gasto com pagamento de salário”, reforçou.
Dado aliás rebatido pelo vereador Renato Bispo Caroba (PT) que ressaltou o fato de a cidade receber recursos do governo federal, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), para investimento no professor. “Na realidade, gastamos 100% do Fundeb ou seja – R$ 39,5 milhões com remuneração e completamos com recursos próprios”, esclareceu.
Os vereadores Edval Barbosa Paz (PSDB), o Profª Edval, e Ana Cristina Poli (PR), questionaram o secretário sobre o combate à defasagem escolar e qual a metodologia de ensino adotada na rede. Ele relembrou sua tentativa de implementar um sistema para todas as unidades no ano passado e afirmou que a cada bimestre realiza avaliação da rede.”Nós queríamos que acontecesse em Arujá como já ocorre em outros municípios, no entanto, não conseguimos implementar o sistema, que permitiria vamos dizer uma “padronização” do conteúdo para todas as escolas. A Secretaria estabelece diretrizes e há uma grade curricular. Porém, a melhoria da qualidade e a correção desta defasagem ainda são desafios”, explicou.
O vereador Sebastião Vieira de Lira (PSDC), o Paraíba Car, fez uma série de questionamentos, entre os quais, sobre o prazo de construção da escola do Jordanópolis. Segundo o secretário, a obra está em fase de elaboração do projeto Executivo. Em relação ao cumprimento do TAC, Paraíba Car não ficou satisfeito com o retorno de Dr. Márcio. “Era para cumprir até dezembro; agora é até 2019?”, pontuou.
Edimar do Rosário (PRB), pediu esclarecimentos sobre o transporte escolar e se mostrou satisfeito com a explanação do colega de partido. “Gostei. Foi claro e direto”.
Análise diferente da feita por Renato Caroba: “A impressão é que 2017 foi um ano perdido. Apesar dos esforços, nada foi consolidado. Foi um ano de estudos”, lamentou.
Além dos vereadores já citados, também comparecerem à Audiência os parlamentares Marcelo José de Oliveira (PRB), Cristiane Araújo Pedro (PSD), Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB), Rafael Santos Laranjeira (PSB), Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, que presidiu a Audiência e Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, presidente do Legislativo.

 

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