Sabesp busca recursos para concluir rede coletora de esgoto na região do Caputera

Um tema que se reporta a saúde pública e meio ambiente (esgotamento sanitário) foi tratado por representantes do Poder Público de Arujá (Prefeitura e Câmara) com a Diretora de Planejamento da Sabesp, Elis Regina Jesus. A reunião, agendada pela secretária de meio ambiente, Ionara Fernandes,  aconteceu no dia 09 de fevereiro, na sede da Secretaria do Meio Ambiente do município, onde se fez presente o secretário de obras, Ciro Dói, Flavio de Senço, João Vani Anunciato, o vereador Gabriel dos Santos e a técnica da municipalidade, Vanderlúcia.
Após ouvir os reclamos de secretários municipais e do vereador Gabriel dos Santos, sobre pendências da empresa no âmbito de esgotamento sanitário, a diretora de planejamento da Sabesp ponderou que a empresa está buscando financiamento, no valor de 78 milhões, junto ao Ministério das Cidades para concluir os projetos em andamento na região do Caputera. 
Segundo o vereador Gabriel dos Santos, outros temas também foram tratados no encontro, porém o debate maior se prendeu a instalação da rede coletora de esgotos na região do Córrego Caputera, localidade que abrange, entre outros bairros, a Vila Pedroso, Parque Nossa Senhora do Carmo, Jardim Fazendo Rincão, Jardim Via Dutra e Limoeiro. Estão também instalados, naquela região, a maioria dos residenciais fechados de Arujá (condomínios horizontais): Arujazinho I-II-III, Arujazinho IV, Arujá 5, Arujá Country Club, Real Park Arujá, Arujá Verdes Lagos, sendo certo que nenhum deles conta com coleta e tratamento de esgotos. 
Importante destacar que os bairros acima citados estão do lado direito da Via Dutra (sentido Rio) os quais deverão obrigatoriamente endereçar o esgoto coletado para a ETE de São Miguel Paulista, passando por Itaquaquecetuba, fato que encarece a obra e arrasta o processo há décadas, sem contudo, atender estas comunidades.
Para prestar este serviço, a Sabesp fez o projeto executivo e já instalou o coletor tronco na Estrada Arujá/Itaquá, resta, no entanto, a empresa fazer as redes de coleta, para que os proprietários de imóveis possam fazer a ligação na rede e, assim endereçar os detritos para a ETE de São Miguel. 
Na opinião do vereador, trata-se de um verdadeiro drama, tanto no sentido ambiental, quanto para a qualidade de vida dos moradores, pois sem a coleta o lençol freático é prejudicado e oferece riscos à saúde da população. 
Gabriel ainda lembrou que existe um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre o Ministério Público e Sabesp para que estas obras estivessem concluídas até junho de 2019, porém, por questões técnicas e falta de recursos, houve atraso nos serviços e a empresa está pedindo ampliação do prazo para dezembro de 2020.  
Outro fato a ser observado é que a região central da cidade, seu entorno, e a maioria dos bairros que estão do lado esquerdo da Via Dutra (sentido Rio de Janeiro) contam com rede coletora, sendo os detritos endereçados à ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) que fica no Bairro dos Fontes, proximidades da Avenida Mário Covas. Portanto, um lado da cidade conta com rede coletora e tratamento, enquanto o outro está sendo penalizado. 

 

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