Estado não informa quando enviará doses da vacina contra Covid-19 para o Alto Tietê

Segundo a Prefeitura de Arujá, município aguarda sinalização do Governo do Estado para definição do início da campanha

Aprovada ontem (17) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em caráter de uso emergencial, as doses da Coronavac começaram a serem distribuídas pelo Governo do Estado. Segundo informações enviadas pela assessoria estadual, a distribuição começou pelo interior. Questionada sobre a previsão do envio de vacinas e insumos para o Alto Tietê, a reportagem do Jornal da Cidade foi informada que ainda não tinha as grades para imunização de trabalhadores de saúde da região. Já a Prefeitura de Arujá informou por meio da assessoria que aguarda a sinalização do governo para a retirada das vacinas e o quantitativo de doses, para a definição do início da campanha.
"Estamos distribuindo as grades de vacinas e insumos com muita agilidade graças ao planejamento e à mobilização das equipes. Há cerca de três meses temos nos dedicado a organizar esta campanha, que agora começa com a priorização dos nossos heróis da saúde”, diz o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.
Ainda segundo o secretário, a partir de amanhã, grades de vacinas e insumos também serão enviadas a polos regionais para redistribuição às prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.
Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.
A divisão das grades considerou o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.
A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

Distribuição pelo interior
O Governo do Estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (18) a distribuição das vacinas e insumos para imunização contra a Covid-19 nos cinco hospitais-escola do interior: os Hospitais das Clínicas de Campinas, Botucatu, Ribeirão Preto, Marília e o Hospital de Base de São José do Rio Preto. No total, cerca de 60 mil profissionais que atuam nesses hospitais serão imunizados contra a doença com a vacina do Butantan.
Às 8h da manhã, dois caminhões saíram do Centro de Distribuição e Logística (CDL) da capital: um com 4,4 mil doses em direção ao HC de Botucatu (Unesp), que inicia a imunização às 15h de hoje; e outro com 4 mil vacinas rumo ao HC da Unicamp, que começa a vacinar seus trabalhadores de saúde às 16h de hoje. 
No período da tarde, outros três caminhões sairam em direção aos HCs de Ribeirão Preto (USP) e Marília (Famema), bem como ao HB de Rio Preto (Funfarme).
Além disso, desde às 7h, já estão sendo aplicadas trabalhadores do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, da capital.
A campanha começou ainda ontem, minutos após aprovação do uso da vacina do Butantan pela Anvisa. Segundo o Estado, somente no domingo foram vacinados 112 pessoas, incluindo as duas primeiras brasileira a serem vacinada no país: a enfermeira Mônica Calazans, da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas;  representando tanto os profissionais de saúde quanto a população indígena, a técnica de enfermagem e assistente social, Vanuzia Santos, do povo Kaimbé, foi a primeira indígena a ser vacinada no Brasil.

COLUNISTAS

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