15/08/2017

O Brasil possui distorções gravíssimas

Para ser justo com seus filhos e solidificar sua democracia, o Brasil precisa melhorar muito no âmbito da justiça social e da justiça dos homens. Muitas coisas estão distorcidas neste País que precisa urgentemente melhorar a conduta de seus dirigentes para que não usem o dinheiro público (de todos) como se deles fossem. 
Se analisarmos as questões, vamos ver que os que estão no andar de cima (financeiramente) não abrem mão de seus privilégios e, continuam cobrando mais nacos de um pão que os que estão nas camadas mais baixas sequer sentem o sabor.
Existem também distorções que os leigos jamais vão entender, senão vejamos: existem no País 17 mil juízes e desembargadores. Alguns deles comentem deslizes graves em suas funções e, não são mandados embora sem direitos, como qualquer um de nós em nossos trabalhos. Eles vão ficar em casa com aposentadoria compulsória, ou seja: continuam recebendo salário proporcional ao tempo de serviço. 
Mesmo que seja condenado em um processo criminal, o juiz só perde seus rendimentos se condenado em segunda instância, porém dos juízes que foram condenados até agora, todos recorreram e, por isso, continuam recebendo seus rendimentos normalmente.
Citamos o caso do juiz José Edvaldo Albuquerque de Lima, de João Pessoa-PB. Ele foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de prevaricação, associação criminosa e corrupção passiva, teve a aposentadoria cassada, mas está recorrendo. Com isso, continua recebendo R$ 29 mil todos os meses.
Segundo o processo, o juiz comandava uma quadrilha que fraudava ações contra grandes empresas. As investigações mostram que apenas as ações de três advogados que participavam da quadrilha renderam mais de R$ 7 milhões a Albuquerque de Lima.
Um dos casos mais emblemáticos é o do juiz Flavio Roberto de Souza, do Rio de Janeiro. Ele foi o responsável por expedir o mandato de busca e apreensão contra o empresário Eike Batista.
Foram recolhidos dois veículos e um piano de Eike. Tudo foi parar no condomínio do juiz, que resolveu dar uma “voltinha” com um dos carros.
Mas, o processo contra o juiz tratou principalmente do sumiço do dinheiro apreendido na mansão de Eike: dólares, libras e euros que desapareceram.
O juiz Flavio Roberto afirmou que na época estava afastado de suas funções por licença médica e enquanto não for condenado em segunda instância, continuará recebendo a aposentadoria compulsória.
A análise fica por conta dos leitores: São privilegiados, ou não? 

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