14/08/2017

Amazonas prova que eleitor continua sem saber votar

Quer nos parecer que o trabalho realizado pela Força Tarefa da Lava-Jato não surtiu resultados nos eleitores do Amazonas. A disputa para eleger governador para mandato tampão no estado terá no segundo turno |(27 de agosto) entre dois políticos antigos naquele Estado: Amazonino Mendes (PDT) que recebeu no domingo 06 de agosto 38,77% dos votos e Eduardo Braga (PMDB) que obteve 25,36% da preferência dos eleitores. 
Importante frisar que neste pleito, que pode ser invalidado, foram gastos quase 18 mihões, podendo voltar ao cargo a chapa composta por José Mello (PROS) e seu vice Henrique Oliveira (SD) que estão fora do mandato por compra de votos nas eleições de 2014.
A trajetória de Amazonino Mendes (77) teve início no ano de 1987 como governador do Amazonas. Em 1990, ele chegou ao Senado, três anos depois retornou à Prefeitura por dois anos. Em 1994, assumiu pela segunda vez como governador ficando no cargo até 2002. Em 2008, ganhou a eleição para prefeito. Entre outras coisas pesam contra Amazonino possuir uma  mansão em Manaus, de 2.500m², cercada pela mata amazônica, onde seu governo patrocinou o Ecosystem 1.0. Por esta ravê passaram 45.000 pessoas nos quatro dias de festa. O evento teve acusação de que o governo estadual gastou 3,6 milhões de reais sem licitação alguma. Ele conta  também com processos de crimes da lei de licitações, crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes contra a ordem tributária. 
Em 2008 foi cassado pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento por distribuição aleatória de vale combustível e distribuição de material de  propaganda eleitoral. Ele recorreu e acabou tocando o mandato. 
Eduardo Braga, 54 anos, teve o primeiro cargo político como vereador. Foi eleito deputado estadual em 1986. Em 1991, foi eleito deputado federal. Em 1992 foi eleito vice-prefeito de Manaus. Em 1993, assumiu a Prefeitura. Em 2002 foi eleito governador do Estado, ficando no cargo por dois mandatos. Em 2010, foi eleito senador.
Entre as acusações existentes contra Eduardo Braga estão delações na Lava-Jato por parte da empresa Andrade Gutierez e Odebrecht.
Os delatores contam que foi fácil ganhar a concorrência para fazer a Arena Amazônia, participando da elaboração do projeto e do edital de licitação. Acrescentam que havia uma combinação com Eduardo Braga que valeu durante os oito anos do governo dele pagando propina de 10% sobre o valor de cada obra das empreiteiras no Estado. 

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