23/05/2017

Mais duas vidas se perdem e a duplicação da Mogi-Dutra continua sendo só promessa

Enquanto o Governo do Estado, por variados motivos, abre licitações, cancela licitações, promove adiamentos para início das obras de duplicação da  Rodovia Mogi-Dutra, no trecho entre os complexos rodoviários Ayrton Senna e a Rodovia Presidente Dutra, mais vidas vão se perdendo ao longo da via, chamada por muitos usuários como a “Rodovia da Morte”.
No sábado, 20 de maio, mais duas vidas foram ceifadas na colisão de um automóvel Chevrolet, modelo Astra, de propriedade de Luizito de Souza Lima, 33 e uma motocicleta, marca Harley Devison, em que estava seu proprietário, Jaime Dias dos Santos, 56 anos, e sua esposa, Andreia Zaidar de Paula, 41 anos. O casal perdeu a vida no asfalto desta rodovia, deixando filhos, familiares e amigos em total desespero.
Vale lembrar que a duplicação da Mogi-Dutra é uma das mais antigas pendências do Governo do Estado na Região do Alto Tietê. As autoridades do município contavam com esta duplicação quando foi feita a duplicação do trecho que liga a Ayrton Senna à Mogi das Cruzes, inaugurada em 2005. Doze anos se passaram e, até agora, só lenga-lenga, acidentes, feridos graves e mortes. 
As pendengas sobre a obra envolvem falhas encontradas pelo Tribunal de Contas de Estado no projeto, embargos de empresas que se sentem prejudicadas nas licitações, novos levantamentos de preços para a obra, etc.. Vale lembrar que o projeto inclui a duplicação das pistas e intervenções como construção de barreiras de concreto, dispositivos para acesso e retorno, três passarelas, retificação de curva acentuada e melhorias de sinalização, atingindo um valor acima de R$ 174 milhões. Os recursos, segundo o governador Geraldo Alckmin, já estão disponibilizados para fazer as obras que se estenderão por 7 quilômetros, por onde circulam cerca de 20 mil  veículos todos os dias.
Resta então uma pergunta: Quanto será que custariam todas as vidas que já foram perdidas nesta rodovia enquanto perduram questionamentos entre órgãos e empresas?
É tempo das autoridades do município cobrarem, via Ministério Público, a resolução deste problema, quer seja o DER ou diretamente do  Governo do Estado, na pessoa do senhor Geraldo Alckmin.

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