Sem número suficiente de votos, Câmara arquiva processo de impeachment do prefeito José Luiz e do vice Márcio Oliveira

Sem alcançar 2/3 da Casa Legislativa, ou seja, 10 votos favoráveis, a Câmara de Arujá arquivou o processo de impeachment do prefeito José Luiz Monteiro (MDB) e do vice Márcio Oliveira (Republicanos) na noite da última quinta-feira (24). A dupla foi denunciada por falta de decoro pelo vereador Renato Caroba (PT) por conta das denúncias da Operação Soldi Sporchi, da Polícia Civil de Guarulhos, que investiga envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa com a Prefeitura.  Apenas 8 vereadores foram a favor.
A Sessão Extraordinária foi marcada por momentos de tensão, a começar pela liminar emitida pela juíza Patrícia Padilha, do Fórum de Arujá, ao presidente da Comissão Processante, Abel Franco Larini (PL), o Abelzinho, para suspender o processo, justamente no último dia para ser votado. O presidente do Legislativo, Gabriel dos Santos (PSD), queria acatar o mandado de segurança, sendo necessário suspender a Sessão por mais de uma hora, após vários vereadores se manifestarem. Após discutir com o corpo jurídico da Casa, Gabriel colocou o tema em votação e a maioria dos parlamentares concordou em dar andamento ao julgamento. O relator Júlio do Kaikan (Pros) apresentou parecer favorável ao impeachment do prefeito e vice.
Doze vereadores discursaram durante a Sessão. Nem o prefeito e nem o vice utilizaram o tempo disponível de duas horas, previsto em Lei, para apresentação de defesa oral. A votação foi aberta e nominal e os vereadores foram chamados à Tribuna em ordem alfabética (veja ao final da matéria como cada vereador votou).

Comissão
A CP foi constituída em 15/6, após o Plenário acatar denúncia contra o chefe do Executivo e seu vice. A composição da CP foi oficializada por meio da Portaria 2262/2020, publicada em 20/6, e os trabalhos iniciados em 22/6.
Em 21 de julho, a CP opinou pelo prosseguimento das investigações dando início à segunda etapa dos trabalhos. Nesta fase foram ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa, entre as quais, o secretário adjunto de Saúde e cogestor Martino José Piatto, o próprio prefeito e o vice.
Após o encerramento das oitivas, os denunciados tiveram prazo até o dia 21/9 para apresentar suas alegações finais. O prefeito as incluiu no processo. O vice-prefeito não se manifestou, de acordo com informações do presidente da CP.
O relatório final foi concluído em 24/9.

Ausências

Marcelo José Oliveira (Republicanos)

Divinei Silva (PL) - suplente convocado para a votação no lugar de Renato Caroba, autor da denúncia e que, por isso, não pode votar.

Abstenções

Abel Franco Larini - Abelzinho (PL)

Edmar do Rosário (Republicanos)

Edval Barbosa Paz (PSDB)

Gabriel dos Santos (PSD)

Reynaldo Gregório Júnior - Reynaldinho (PTB)

A favor da cassação

Ana Cristina Poli (PL)

Cristiane Araújo Pedro – Professora Cris (PSD)

Edvaldo de Oliveira Paula (PTB)

Júlio Taikan Yokoyama – Júlio do Kaikan (PROS)

Paulo Henrique Maiolino – Paulinho Maiolino (PSD)

Rafael Santos Laranjeira (Rede)

Rogério Gonçalves Pereira – Rogério da Padaria (PDT)

Sebastião Vieira de Lira (Republicanos)

COLUNISTAS

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