Após procurar rede pública de saúde por 6 vezes e receber diagnóstico de gripe, paciente faz exame particular e testa positivo para Covid-19

Jovem de 18 anos contou que toda família acabou infectada pelo coronavírus

Somente com a realização de um exame de sangue em um laboratório particular, pago pela empresa em que trabalha, foi que na última quarta-feira (12) uma jovem de 18 anos, moradora do Recanto Primavera, em Arujá, conseguiu o diagnóstico do que de fato estava acometendo sua saúde. Ela contou que testou positivo para a Covid-19, mesmo, segundo ela, tendo recebido o diagnóstico que seria apenas uma gripe, após procurar atendimento na rede pública de saúde por pelo menos seis vezes.
Ela contou à reportagem que, sentindo-se fraca, com coriza, dor de cabeça e tosse, procurou o atendimento médico no Pronto Atendimento Municipal de Arujá no dia 24 de julho. Segundo ela, passou pela triagem na qual, dentre os procedimentos mediram a saturação e que estava normal. Já no atendimento médico, a jovem contou que o médico teria dito que como estava com a tosse que não era seca, não podia ser Covid-19, pois não teve febre e alguns outros sintomas, nem falta de ar.
 “Disse que era só uma gripezinha. Passou para tomar duas injeções e alguns remédios”, contou a jovem, que não fez teste, e não foi afastada do trabalho. 
A jovem relatou que durante os dias seguintes (sábado e domingo), passou muito mal, procurando então, no dia 27 de julho, atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Emília, sendo que não tinha médico, retornando então no dia seguinte, 28 /07. Segundo a paciente, neste dia ela passou com a médica relatando os sintomas e que após ser examinada, tal médica também teria dito que seria apenas uma gripe, receitando remédios, sete dias de atestado e orientando que caso não melhorasse, era para voltar. 
No dia 03 de agosto a jovem procurou novamente a UBS onde realizou um teste rápido, o qual deu negativo. Porém, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o teste rápido não detecta especificamente o novo coronavírus, mas sim os anticorpos produzidos pelo organismo depois de a infecção ter ocorrido, sendo que, como a produção de anticorpos aumenta a cada dia a partir do início da infecção pelo vírus, é preciso que haja uma quantidade mínima de anticorpos que o teste consiga detectar. Este período entre o início dos sintomas e a detecção dos anticorpos em exames é chamado de janela imunológica. Sendo assim, a imunocromatografia para anticorpos é indicada para exames a partir de pelo menos oito dias após o início dos sintomas.
Informação essa que, segundo a jovem, foi passada pela enfermeira que realizou seu teste rápido. “A médica não estava, daí a enfermeira informou que esse teste dá negativo ou positivo para quem já teve há algum tempo, mas se eu tiver agora, não mostra”, relatou a paciente dizendo ainda que o exame que ela teria que fazer é por meio de Swab (cotonete), (PCR), sendo que este não tem mais em Arujá, orientando a jovem a procurar novamente a Unidade no dia seguinte (04/08) para que a médica a orientasse sobre o que fazer. Segundo a jovem, ela voltou no dia seguinte, porém não tinha medico, sendo atendida somente no dia 05/08, onde a médica teria receitado medicamentos para gripe e mais sete dias de atestado e, segundo a jovem, salientando apenas que era uma gripe. 
Na última quarta-feira (12), a jovem teria que voltar ao trabalho, porém a empresária, que pediu à reportagem para não ser identificada, pagou um teste particular para a paciente, como prevenção para a volta ao trabalho. 
No dia 13, quinta-feira, a jovem recebeu o resultado do exame, testando positivo para Covid-19.  Com o exame em mão, ela contou que foi até o PA, onde mediram a saturação e pressão, e teriam informado que ela era assintomática, mesmo apresentando vários sintomas, não receitaram medicamentos e atestado por mais 7 dias. A jovem relatou que, neste meio-tempo, seus pais e avós também começaram a sentir os mesmo sintomas que ela e que conseguiram fazer o teste, e todos deram positivo para Covid-19.

Prefeitura
A Prefeitura de Arujá foi questionada sobre o ocorrido de forma oficial pela Assessoria de Imprensa, mas até o fechamento da reportagem, ainda não havia enviado a resposta. 

COLUNISTAS

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