Policiais voltam a fazer diligências em Arujá em operação que investiga lavagem de dinheiro e organização criminosa

Na tarde desta quinta-feira (4), policiais civis do 4º DP (Distrito Policial) de Guarulhos voltaram a fazer diligências em um condomínio de Arujá. A ação faz parte da operação “Soldi Sporchi”, que teve início na última quarta-feira (3).
Ainda era madrugada quando policiais civis começaram a cumprir 60 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão na capital paulista e em outros 11 municípios, incluindo condomínio em Arujá. Na cidade, segundo o delegado que conduz a operação, doutor Fernando Santiago, o alvo principal era Anderson Lacerda Pereira, conhecido no mundo do crime como Gordão, que não foi capturado.
Proprietário de cerca de 20 casas em Arujá, Anderson é acusado de tráfico de drogas e armas, além de roubo a bancos e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, ele é procurado por tráfico internacional de drogas, acusado de mandava cocaína para máfia italiana. No Brasil, doutor Fernando disse que Anderson comanda uma quadrilha acusada de investir o dinheiro do crime em empresas de fachada, dentre elas, cerca de clínicas médicas e odontológicas, que também teriam como função prestar socorro a criminosos baleados em confrontos com a polícia. Além disso, o bando também é acusado de criar OSs (Organizações Sociais) de Saúde e Educação, assim como empresas de fachada, para participar de licitações públicas e ganhar contratos emergenciais.

Presos em Arujá
Em Arujá a mulher e a nora de Anderson foram detidas e, além delas, oito suspeitos de participação no esquema milionário dentre eles o ex-secretário de segurança de Arujá e o responsável por uma empresa de coleta de lixo, a Center Leste, que presta serviço em Arujá e outras prefeituras do Alto Tietê.
Em nota a Prefeitura de Arujá disse que Vissechi deixou o cargo no dia 3 de abril. Informou ainda vida assessoria que deve instaurar uma sindicância interna para apurar irregularidades apostadas pela justiça.

Apreensões
De acordo com a polícia foram apreendidos 11 veículos, incluindo modelos de luxo, além de uma carretinha e um jet sky. Três armas, munições e dois carregadores também foram recolhidos na ação, assim como uma grande quantia em dinheiro, que passa de R$ 110 mil, joias, bijuterias, relógios, celulares, computadores e diversos documentos.
“Dos objetos apreendidos, o mais importante foi a apreensão de documentos. Até porque o inquérito é de lavagem de dinheiro e um inquérito desse, encontrar documento e mais importante que encontrar arma de fogo”, disse o delegado Fernando Santiago, ressaltando que, dentre os documentos, estão contratos celebrados entre prefeituras.
Ao todo, a operação contou com 200 policiais civis e apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

COLUNISTAS

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