Coronavírus: Sindicato da Beleza cria certificado para ajudar na abertura de comércios do ramo; em Arujá segmento não é permitido

Proposta foi apresentada ao presidente da Câmara de Arujá e será levada para o prefeito; comércios do segmento já podem solicitar documento de forma gratuita

Representantes do Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Senhoras do Estado de São Paulo - SindiBeleza Patronal, estiveram ontem (29) na Câmara de Arujá, para apresentar ao presidente da Casa de Leis, Gabriel dos Santos (PSD) uma alternativa que possibilite a abertura de comércios ligados ao segmento de beleza e estética. O encontro foi articulado pelo empresário Guilherme Morelli Bresciani do Studio Márcia Maria e contou com participação do presidente do SindiBeleza, Luis César Bigonha, dos diretores da Bradoo Beauty, Eduardo Nilander e Felipe Rodrigues e do diretor da Primeiro Assessoria - contabilidade especializada em Salões de Beleza, Paulo Bresciani.
O setor de beleza foi um dos grandes impactados já nos primeiros dias após o anúncio da necessidade de distanciamento social por conta da Covid-19. Cabeleireiros, maquiadores, barbeiros, clínicas de estética etc. são alguns dos exemplos de profissionais que ficaram impedidos de realizar seu trabalho sem a possibilidade de estabelecer contato físico com clientes. Diante deste cenário, Luis Bigonha salientou que o SindiBeleza em conjunto com médicos e demais profissionais da saúde, desenvolveu  um cartilha do setor, pautada na ciência e no cuidado com as pessoas. O documento é a base para que empresário do ramo possa solicitar o “direito de abertura e atendimento ao público” do seu estabelecimento.
“O empresário acessa o site, preenche todos os dados, é realizada uma prova e, atingindo 70% é emitido um certificado o qual garante que, todos os profissionais e colaboradores daquele estabelecimento, sabem quais são as ferramentas e cuidados que devem ser tomados para que não haja a disseminação do vírus”, explica Luis.
O presidente ressalta que esse trabalho visa transferir à entidade de classe o papel de orientar e, ao mesmo tempo, garantir a segurança do setor. “É óbvio que as Prefeituras não têm braço e expertise do setor para estabelecer regras. Então nós já fizemos tudo isso por eles”, salienta Bigonha.
O projeto foi apresentado ao governador João Doria e deverá ser apresentado ao prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro. Vale ressaltar que o presidente Jair Bolsonaro incluiu no último dia 11/05 as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de "serviços essenciais". Isso significa que, no entendimento do governo federal, as atividades podem ser mantidas mesmo durante a pandemia do coronavírus, cabendo aos Estados e municípios fixar regras próprias. 

Adesão ao certificado
Empresários do ramo da beleza, sindicalizados ou não, podem solicitar o certificado acessando o site http://sindibelezasp.com.br/site/. O documento e gratuito.
“Nossa preocupação é manter as empresas e o emprego desse setor. Nos últimos dias foram mais de 600 demissões somente em São Paulo. Mesmo tendo o beneficio do governo, vai haver uma demissão em massa se não iniciar algo agora”, finaliza Luis Bigonha.

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