Estado separa Alto Tietê da Grande SP no plano de retomada do comércio; expectativa é avançar para a fase 2 na próxima semana

Região terá classificação individualizada da Grande São Paulo e expectativa é de agilidade na retomada das atividades. Por enquanto, permanecem restrições da atual quarente

O Governo do Estado atendeu ao pedido do CONDEMAT – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e confirmou nesta sexta-feira (29) a separação da Região da Grande São Paulo no âmbito do Plano de Retomada Consciente, que estabelece as fases para a reabertura das atividades econômicas.  Com a classificação individualizada, a expectativa é que as cidades do Alto Tietê possam sair da etapa vermelha e, consequentemente, iniciar a flexibilização da quarentena o quanto antes.
As revisões de classificação de fases vão acontecer semanalmente. Até que a região avance para a próxima etapa, as cidades deverão manter as restrições atuais, com autonomia para inserir atividades essenciais previamente liberadas. O Alto Tietê está incluído no grupo de regiões que passará pela primeira reavaliação de enquadramento do Plano de Retomada Consciente na próxima semana, conforme garantiu o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, em reunião com os prefeitos do CONDEMAT - Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê,  Adriano Leite (Guararema) e Rodrigo Ashiuchi (Suzano). A expectativa é de que a região avance para a fase laranja, com a flexibilização parcial das atividades econômicas a partir de quinta-feira, dia 4 de junho.
“As Prefeituras devem baixar novos decretos, prorrogando a quarentena até a reavaliação da região neste novo formato criado pelo Estado. Enquanto isso, concentramos os esforços  no levantamento de dados  e atualização do sistema de capacidade hospitalar para atender os requisitos necessários e pleitear a mudança de fase já na próxima semana”, ressalta o presidente do CONDEMAT, prefeito Adriano Leite.
Com o desmembramento da Grande São Paulo em cinco regiões, o Estado vai analisar separadamente critérios como capacidade hospitalar para atendimento da COVID-19 e a taxa de avanço de casos e mortes provocadas pelo coronavírus.  Também serão avaliadas as características demográficas do Alto Tietê, assim como os índices de isolamento social.
“Entendemos a angústia de todos com a continuidade da quarentena e, principalmente, as dificuldades em manter o isolamento social. Mas todo cuidado é necessário para a retomada e estamos trabalhando para que, com segurança, possamos avançar o quanto antes para uma nova fase”, enfatiza o presidente. 
O Alto Tietê é a maior das cinco regiões de saúde divididas pelo governo na Grande São Paulo. São 11 cidades (Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano) e mais de três milhões de habitantes.  As demais regiões são a Norte (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã); Sudeste/ABC (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul); Sudoeste (Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista); e Oeste  (Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba).
Todas essas regiões estão na fase vermelha, de nível máximo de restrição.

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