‘Por que só alguns pagam a conta da quarentena?’, questiona Júlio do Kaikan

Em pronunciamento na Tribuna da Câmara de Arujá, o vereador e já declarado pré-candidato a prefeito, Júlio Taikan Yokoyama, o Júlio do Kaikan (PROS) questionou: ‘Por que só alguns pagam a conta da quarentena?’. Com um tom sereno, mas de forma bem firme, o vereador desenhou através de seu discurso o seguinte cenário e concluiu em uma entrevista. “Temos visto que devido à pandemia e a imposição da quarentena com isolamento social por parte do governo estadual, a sociedade tem sofrido em inúmeros aspectos. Todavia o consumo apesar de diminuir ainda existe e as grandes redes e os grandes atacadistas continuaram vendendo estas mercadorias e, inclusive, aumentando o seu mix de produtos, para que a população seja atendida”, disse o vereador.
No entanto, para Júlio do Kaikan, os governo estadual e federal continuam faturando os seus impostos com essa formatação comercial e os pequenos e médios comércios estão proibidos de funcionar ou funcionando precariamente. 
“Quando o governo estadual editou a lista das atividades que ele denominou ‘não essenciais’, a exemplo das lojas de varejo que comercializam roupas, móveis, calçados, cosméticos, papelarias, entre outras tantas e também aquelas de serviços: como barbearias, estéticas, gráficas rápidas, academias de ginástica e etc., deveria ter provido também solução econômica, financeira e tecnológica para que estes suportassem atravessar este momento. É o comerciante local que vende a borracha escolar, o calçado, a roupa e demais produtos que atendem a demanda diária da população. Este mesmo comerciante é quem emprega mais do que toda a indústria nacional, que gera renda e impostos e traz a ‘vida comercial’, principalmente nas regiões e bairros”, acrescenta o vereador.
“Um empreendimento nasce de um sonho e de muitas batalhas e a formatação da quarentena como está gera a morte de muitos sonhos e projetos. Sendo assim, por que são estes comércios que estão pagando a conta sem que haja uma proposta concreta por parte do Estado para salvar estes grandes heróis da economia? Os grandes faturam mais, parte da indústria ainda funciona, parte da população recebe o ‘Coronavoucher’ de R$ 600,00 e os pequenos e médios comércios? Quem os ajudará? A população é a quem mais sofrerá com o fechamento destes comércios, pois existe uma forte correlação da existência destes estabelecimentos, com a segurança, empregabilidade, renda e outros indicadores. O que precisamos entender é que se a sociedade e os governos não se manifestam, todos nós pagaremos a conta”, finalizou Júlio do Kaikan.

 

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