03/05/2016

“Dia do Trabalho” com eventos puramente políticos

Os eventos preparados pelos sindicatos para o Dia do Trabalho (domingo 1º de maio) tiveram muitos discursos políticos, muita fala sobre a questão do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, mas quase nada se falou sobre o maior volume de desempregos da história brasileira. As últimas notícias, oferecidas pelos órgãos deste setor, garantem que existem mais de 11 milhões de desempregados no País, com poucas chances dos que perderam emprego conseguir uma vaga nos próximos meses, talvez até nos próximos anos, tendo em vista que o mercado se modifica e os antigos empregados ficam desatualizados (exceto os que continuam investindo, fazendo cursos e se atualizando em suas respectivas áreas).   
No evento organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores, que defende o Governo Dilma), os temas de interesse dos trabalhadores ficaram em segundo plano, ou nem foram mencionado. Os discursos giraram entorno do debate político atual, o que inclui Lula e Dilma, em apresentação de artistas que defendem a continuidade do Governo, mas a defesa do trabalhador passou em brancas nuvens.
O destaque para este evento, realizado no Vale do Anhangabaú teve dois grandes lances: a ausência de Lula, a qual foi confirmada durante toda semana e, a presença da presidente e de seu discurso que  garantiu reajuste de 9% para o Bolsa Família e de 5% no Imposto de Renda. Lembrando que este índice para o imposto de renda não cobre nem a inflação de 2015. Já os trabalhadores da ativa e os aposentados foram relegados.
Em outro grande evento, este realizado na Praça Campo de Bagatelle, pela Força Sindical (que é favorável ao impeachment), reuniu o maior público dos eventos deste 1º de Maio. Nele, além de shows musicais e sorteios de carros e apartamentos, incluiu temas de interesse para os trabalhadores, porém as falas mais inflamadas foram contra o Governo. 
O presidente do Partido Solidariedade, Paulinho da Força (SP), classificou as propostas de Dilma como “pacote de bondades”  e “ato de desespero”.
“Ela (Dilma) já não consegue mobilizar mais ninguém. O povo já não acredita mais nela. Isso parece mais uma vingança por tudo o que está acontecendo com ela do que qualquer outra coisa. Isso que é triste”, afirmou Paulinho durante o evento em São Paulo.
E, assim, ocorreu por todo País. Mais atos políticos do que em favor do trabalhador.

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