01/10/2019

Ministério da Saúde diz que entrega da vacina pentavalente só deverá ser normalizada em novembro

Arujá está sem a dose desde agosto

A falta da vacina pentavalente, destinada a bebês a partir de 2 meses de idade, continua afetando a rede de vacinação de várias cidades. Em Arujá desde o final de agosto já não são encontradas dose da vacina, porém antes do término, a Secretaria de Saúde informou que já tinha pedido reposição. 
Segundo o Ministério da Saúde, a situação só deverá ser normalizada em novembro. De acordo com o órgão federal, a vacina pentavalente adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde/OPAS, que pré-qualifica os laboratórios.
O Ministério da Saúde informou ainda que solicitou a reposição do fornecimento à Opas, só que “No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las”.
O País demanda normalmente 800 mil doses mensais dessa vacina. O abastecimento está parcialmente interrompido desde julho, situação comunicada aos Estados e municípios. Por se tratar de um imonubiológico, diferentemente dos medicamentos sintéticos, a vacina não tem disponibilidade imediata. Portanto, embora haja recursos para aquisição, o recebimento efetivo pelo Brasil depende do processo de fabricação e testagem.
A vacina pentavalente previne contra cinco tipos de doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo B. Aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, a vacina imuniza os bebês contra tais enfermidades.

 

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