28/09/2019

Alunos da Carlos Strautmann participam de encerramento do Setembro Amarelo na Câmara

Com participação dos alunos da Escola Estadual Pastor Carlos Richard Strautman, do Parque Rodrigo Barreto, a vereadora Cristiane Araújo Pedro (PSD), a Profª Cris, encerrou as atividades do Setembro Amarelo na Câmara de Municipal Arujá, na tarde da última quinta-feira (26).
A parlamentar abriu os trabalhos destacando a Lei Municipal nº 3195/2019 de sua autoria que criou a Semana Municipal de Conscientização sobre a Depressão e Prevenção ao Suicídio. “Hoje é o dia D de combate ao suicídio e de conscientização sobre a depressão. A data é alusiva ao Setembro Amarelo e o nosso objetivo é mobilizar as pessoas para que tenham mais informações sobre esses assuntos”, afirmou a parlamentar.
Segundo ela, é preciso que pais e educadores, principalmente, percebam os sinais de depressão e adotem medidas de prevenção. “Espero que vocês consigam ajudar a quem precisa, a si mesmos, e acreditem que vale a pena viver, independentemente de problemas. A vida não é feita apenas de ‘sim’, não é feita apenas de momentos bons. E quando perceber que uma amiga ou amigo está sofrendo, não deboche. Às vezes a pessoa só está precisando de um abraço”, orientou a professora.

Laços amarelos
Para estimular a interação do público, a jornalista e educadora Érica Alcântara propôs uma dinâmica na qual cada pessoa entregou ao colega um laço amarelo e falou sobre a importância desta pessoa no mundo. Vocês já ouviram falar sobre aquela história de que as pessoas não são insubstituíveis?” questionou ao destacar a importância de valorizar os outro e a si próprio. “Isso é horrível, pois cada pessoa é única”, destacou. A coach também perguntou às pessoas sobre críticas que já recebeu por conta do cabelo, da roupa ou dos amigos que escolheu. “Isso é bullying e precisamos combater”, orientou Érica.

Sentido da vida
A psicóloga Camila Britto ministrou a palestra “Propósito de Vida”. Ela iniciou falando sobre os mitos e verdades em relação ao suicídio e alertou: “É verdade que algumas frases indicam que uma pessoa tem a intenção de tirar sua própria vida. O CVV, que atende pessoas nesta situação, identifica algumas delas como, por exemplo, “queria desaparecer”; “gostaria de dormir e nunca mais acordar” e “vou deixar vocês em paz”, esclareceu a profissional.
Depois, Camila citou o livro “Em busca de sentido”, de Vicktor E Franckl, para dizer que como ter um propósito pode ajudar a evitar o suicídio e recomendou aos estudantes o filme “A vida é bela”, vencedor, entre outros, do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1999. “Vicktor, autor do livro, era médico e passou por quatro campos de concentração. Ele observou que, apesar do sofrimento, o índice de suicídio era pequeno e isso começou a chamar a sua atenção. O livro fala justamente sobre isso. O que faz as pessoas sobreviverem, mesmo diante do sofrimento, é ter um propósito, é criar uma esperança. No caso dos presos nos campos da Alemanha, a expectativa era sair e reencontrar a família”.
O policial reformado e professor de judô Edson Silva também participou do evento. Ele incentivou a prática de esporte – “busque algo pelo qual tenha afinidade” e reforçou a necessidade de as pessoas falarem sobre seu sofrimento. “Tem de procurar ajuda”, salientou.
Ao final do evento, alunos da Escola Municipal Livre de Música Edmundo Ramos Barbosa apresentaram a peça teatral “Diga não à Depressão”, sob a direção do professor Jean Fernando Aparecido Inácio.

Setembro Amarelo
A Campanha do Setembro Amarelo teve origem nos Estados Unidos por iniciativa da família do jovem Mike Emme, conhecido como Mustang Mike. O rapaz, que tinha um Mustang amarelo, tirou a própria vida utilizando seu carro. Os pais, que não perceberam que o garoto tinha problemas psicológicos, decidiram, no dia do funeral, distribuir fitas amarelas com um cartão no qual havia a seguinte frase: “Se você precisar, peça ajuda”.
O vereador Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB) prestigiou o evento, compondo a mesa.

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