22/07/2019

Viva os escritores arujaenses!!!

No dia 25 de julho comemora-se o Dia Nacional de Escritor, data instituída pela União Brasileira de Escritores (UBE) quando Jorge Amado e João Peregrino Júnior organizaram o Primeiro Festival do Escritor Brasileiro, em 1960.
Muita coisa aconteceu e o mercado literário, assim como muitos outros setores passaram por profundas transformações. Até a alguns anos comercializados apenas em livrarias, hoje os consumidores compram cada vez mais pela Internet tanto os livros tradicionais, impressos em papel, quanto os livros eletrônicos, que podem ser lidos por meio de dispositivos como celulares, tablets ou os chamados “leitores de e-book” (ou “e-book readers”), que vem ganhando cada vez mais espaço. Apesar da evolução tecnológica os tradicionais livros impressos continuam populares, com centenas de novos títulos lançados no Brasil todos os anos em ambas as versões.
O hábito da leitura apresenta muito mais benefícios do que apenas adquirir conhecimento. Os livros nos ajudam a diminuir o estresse, melhoram a qualidade do sono, enriquecem nossas experiências, melhoram as conexões do cérebro, contribuem para ganhar empatia e mantém nossas mentes jovens e saudáveis, com o benefício extra de ajudar a prevenir algumas doenças neurológicas. Talvez seja por isso que associamos pessoas inteligentes aos livros, já que estas tendem a ser mais críticas, criativas, dominam melhor a escrita e possuem bom vocabulário.
Ler livros é também uma forma de lazer e é sempre bom estimular as crianças à leitura, seja dando-lhes boas obras ou levando-as à nossa Biblioteca Municipal.
Arujá também possui seus escritores, que atuam em gêneros tão diversos quanto a literatura permite. Alguns são bastante conhecidos pelos arujaenses enquanto outros sequer imaginávamos que morassem em nossa cidade.
Separamos quatro autores nascidos em Arujá ou que escolheram nossa cidade para viver, trabalhar e escrever suas obras. Veja quem são:
João G. Machado – Nascido na cidade de Cruzeiro (SP), João G. Machado vive em Arujá por mais de cinco décadas, possuindo o título de cidadão arujaense. Professor, sociólogo, minucioso pesquisador e membro da União Brasileira de Escritores (UBE), é um dos principais autores sobre a cultura e imigração japonesa no Brasil. Suas obras mais famosas são “Arujá Serra dos Rayos” e “A Imigração Japonesa no Brasil”, sucessos em nosso País e também no exterior. Recentemente o autor fez o pré-lançamento de seu novo livro “João G. Machado Documenta: Arujá, Cidade Natureza”, contando a história de nossa cidade desde o período colonial até os dias de hoje, apresentada com a simplicidade, elegância e fluidez que são marcas registradas do autor.
Jorge Melecsevics – Formado em Filosofia, Melecsevics aprendeu a jogar xadrez quando tinha apenas sete anos de idade, tornando-se enxadrista, instrutor e pioneiro da difusão do enxadrismo aberto. Paulistano de nascimento, cidadão húngaro e também com o título de cidadão arujaense, vive em nossa cidade por mais de 50 anos, representando o município em jogos e campeonatos oficiais. Exímio enxadrista, somou 28 participações e 10 medalhas nos Jogos Regionais e Jogos abertos do Interior, até 2015. Neste mesmo ano criou o Boletim de Difusão do Enxadrismo e escreveu os livros “Manual de Enxadrismo Escolar” e “Manual Básico de Shogi”, um jogo de tabuleiro japonês que lembra muito o jogo de xadrez que conhecemos. Ambas as obras foram lançadas na Bienal do Livro, em 2016 e 2018.
Paulina Ribeiro Barbosa – Nascida em Arujá, Paulina é formada em Pedagogia com especialização em Educação, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e mestre em Educação, atuando nas áreas de Recursos Humanos e educação pública e privada. É autora do livro  “A arte do equilíbrio financeiro”, produção simples e eficiente baseada no cotidiano, que objetiva levar as pessoas à reflexão sobre como fazer bom uso dos seus rendimentos. É autora também do livro “R.H. Em Questão – uma experiência na administração pública e privada”, que retrata o cotidiano das pessoas que atuam nas diversas áreas de uma organização.
Antônio Lizar – Paulistano de nascimento, Antônio Lizar é publicitário e consultor de empresas e vive em Arujá  há doze anos. É o tradutor da obra “O Arthashastra”, o mais antigo tratado de Economia e Ciências Políticas, leitura obrigatória no Departamento de Estado Norte-americano, corpo diplomático dos Estados Unidos e livro referência do Banco Mundial. Traduziu também “Os Longos Discursos do Buda”, “A Sabedoria de Kautilya” e o “Anurag Sagar”, um dos principais livros da religião Sikh. Suas obras próprias incluem “A Videira e o Lótus” e o romance histórico “Maurya”, que conta a história da derrota do imperador Alexandre na Índia, tão rico em detalhes que despertou o interesse em uma das principais editoras indianas.

Por Antonio Lizar  

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