11/06/2019

Iluminação pública e festa da cidade dominaram as discussões na reunião ordinária do Conseg

A reunião ordinária do Conseg aconteceu na noite do último dia quatro. As discussões foram bastante acaloradas, principalmente sobre dois temas: iluminação pública e festa da cidade. Benedito Souza Ferreira, o Dito Maguila, presidiu a reunião e a qual contou ainda com as presenças do delegado titular de Arujá Dr. Antonio Carlos Ferreira Cavalcanti, do capitão da PM local Rodrigo Fernandes, do secretário adjunto de Segurança Pública Evilázio Ferreira de Souza e do subcomandante da Guarda Municipal de Arujá Uelton Souza Ferreira. Dessa vez nenhum representante do Legislativo arujaense se fez presente.
Dito Maguila abriu os trabalhos pedindo para que Evilázio verificasse alguma solução para as árvores que estão invadindo a Estrada dos Índios no Arujá Hills III. “A população está em risco”, alertou o presidente do Conseg. Logo em seguida tocou no assunto referente à festa de aniversário de Arujá. Segundo Maguila, a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade estaria acontecendo tranquilamente sem que ninguém tomasse providências. “Alguém precisa agir e coibir isso”, cobrou. O sr. Natal, morador do Jacarandás, entrou no assunto sugerindo que o Conselho Tutelar ou outros órgãos competentes resolvam esse assunto. Dito Maguila disse que iria acionar a juíza local antes do término das festividades.
Dr. Cavalcanti se pronunciou dizendo que caso o Conseg faça a reclamação à juíza, esta iria pedir para que a polícia tomasse providências. “É preciso avaliar qual a importância de uma festa dessa magnitude para a cidade. São várias coisas a serem analisadas. Com tanta aglomeração de pessoas não como controlar os atos ilícitos”. O delegado também informou que “por enquanto (até 04/06) não recebemos nenhuma ocorrência de gravidade. E se ocorreu, ainda não chegou ao nosso conhecimento”.
O capitão Rodrigo Fernandes explicou que antes do início das festividades várias reuniões com a Prefeitura e a equipe responsável pela organização dos festejos foram realizadas no intuito de minimizar ao máximo as ocorrências. “Mas é impossível ter controle absoluto da situação numa festa dessa grandeza”.

A voz da população
Morador do Jacarandás, o sr. Natal iniciou a sua fala reclamando da velha novela sobre iluminação pública. Segundo ele, na sua rua existem 11 lâmpadas queimadas. “Isso não é tudo, também estamos há 60 dias aguardando uma solução e ninguém resolve nada, nem Elektro, nem Prefeitura. Não sabemos mais a quem recorrer”. Já o sr. Erasmo, revoltado com essa situação, emendou: “A Prefeitura gasta com a festa e esquece de investir em segurança. Gostaria de saber qual foi o gasto com a festa da cidade”.
Participante fiel das reuniões do Conseg, o sr. Joaquim, morador do Jordanópolis, comentou que “no nosso bairro a iluminação pública continua precária. Tem lâmpada que acende e depois se apaga...A quem compete resolver?”, questionou. Dito Maguila comentou que “Arujá é uma cidade feia durante a noite, não tem iluminação. Se não nos derem uma solução iremos fazer uma minuta para entrar com ação no Ministério Público”, avisou.

A voz das autoridades
O subcomandante da Guarda Municipal Uelton elogiou o trabalho em conjunto realizado junto às polícias Militar e Civil e ao Conseg. Anunciou que dentro de 30 a 45 dias a GM deverá receber mais dois veículos para ajudar no patrulhamento da cidade entre outras necessidades. O morador Roberto, do Jordanópolis, aproveitou a fala de Uelton para perguntar sobre a instalação de câmeras no seu bairro. Uelton respondeu que o Projeto de Lei de n.º 207 está tramitando na Câmara.
Em seguida falou Evilázio, representando a Secretaria de Segurança Pública de Arujá. “A iluminação pública é de responsabilidade da Elektro. Por exigência da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica – todos os municípios foram obrigados a cuidar da sua iluminação pública, mas Arujá se recusou a receber o parque luminoso. Fomos até a Justiça e ela determinou que a Elektro seria a responsável. Fato é que a Prefeitura não tem condições de tomar conta do parque luminoso”, explicou. Sobre o questionamento feito pelo sr. Erasmo sobre o montante que foi gasto nas festividades da cidade Evilázio respondeu que não tem esses números, mas que poderia providenciar para a próxima reunião.
Dr. Cavalcanti informou que os índices de criminalidade da cidade estão dentro dos parâmetros normais em relação às metas oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Também acrescentou que agora três policiais estão atuando nos plantões noturnos na Delegacia de Arujá, principalmente aos finais de semana. Sobre o Núcleo de Atendimento à Mulher informou que faltam apenas algumas questões técnicas e que dentro em breve irá anunciar a data oficial da inauguração.
Capitão Rodrigo também se mostrou satisfeito com os indicadores baixos de criminalidade em Arujá. “Mas independente disso problemas sempre existirão, não tem como zerá-los. Mas dentro da Região Metropolitana de São Paulo Arujá é a melhor cidade para se viver”. O comandante da PM em Arujá também informou que nesta terça-feira, 11, irá se reunir com lideranças e moradores do Jordanópolis para iniciar a conversações sobre a instalação do Programa Vizinhança Solidária, um pedido feito na penúltima reunião pelo sr. Roberto.
Maguila finalizou a reunião agradecendo a presença de todos e reforçando que “quem não se organizar através do Programa Vizinhança Solidária ficará refém dos bandidos. Nós do Conseg iremos dar todo apoio necessário para os bairros que manifestarem o interesse de aderir ao Programa. Lamentamos a ausência de representantes do Grupo Vizinhança Solidário do Centro da Cidade. Eles deveriam participar mais das nossas reuniões”.

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