20/05/2019

Ciclo de palestras discutiu exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes

Na véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Secretaria de Assistência Social de Arujá, Conselho Tutelar, Guarda Municipal, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Militar e Câmara uniram-se para discutir o tema durante um ciclo de palestras.
Realizada na sede do Legislativo, na manhã desta sexta-feira, 17, a iniciativa contou com resultados das palestras que o CMDCA e a OAB fizeram em escolas da cidade no último mês, impactando 10 mil estudantes.
Palestraram a policial militar Kátia Moura, a responsável pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Neusa Parrillo, a inspetora Elisabete, da Guarda Civil Municipal e Flavia Sanches, da OAB.
De um modo geral, todas demonstraram que o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes são muito recorrentes, independentemente de base social familiar, que o diálogo aberto desde cedo com os filhos a respeito da questão sexual é um importante fator de prevenção e que as denúncias são fundamentais. Outro ponto muito destacado é o que mostra que a maioria dos crimes ocorre dentro de casa, provocada por pessoas próximas das vítimas
“A sociedade está doente e temos notado algo muito grave: falta a comunicação ao Conselho Tutelar”, disse a presidente do CMDCA, Maria Conceição Galbetti. “Nosso foco principal é que a legislação atual seja multiplicada de forma satisfatória para as pessoas saberem seus direitos e deveres. Infelizmente a comunicação é falha, prejudicando os inquéritos no Judiciário”, afirmou a representante do CMDCA.
Neusa falou das ações realizadas ao longo desta semana nos Centros de Convivência da Criança e do Adolescente, no CREAS e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). “Buscamos muito a reflexão e temos uma parceria importante com a Secretaria de Educação, porque as crianças fizeram caminhadas e participaram de teatro nestes dias, mas nada teria efeito sem um trabalho de base nas escolas.
“É preciso conhecer o problema para enfrentá-lo”, disse a cabo Moura. “Estes casos deixam consequências físicas e psicológicas, então é fundamental avaliar mudanças no comportamento das crianças e adolescentes, porque pode significar algo”, disse a inspetora Elisabete.
O presidente da Câmara, Reynaldo Gregório Junior, o Reynaldinho, prestigiou o evento. “Esta Casa de Leis está à disposição de vocês e do trabalho fundamental que realizam”, disse.
O presidente da OAB, Renato dos Santos, conselheiras tutelares e profissionais de escolas também participaram.

Denúncias
Denúncias podem ser feitas pelo telefone Disque 100, aos Conselhos Tutelares e às Polícias. Escolas e Unidades de Saúde são obrigadas a comunicar os casos suspeitos.

Data
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente pela lei 9.970, de 17 de maio de 2000, em memória ao Caso Araceli, crime que chocou o País em 1973. Araceli Cabrera Sánchez Crespo foi brutalmente estuprada e assassinada por jovens de classe média de Vitória (ES), em 1973, aos oito anos de idade. O crime permanece impune.

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