23/04/2019

Publicações sobre água contaminada: veja os esclarecimentos

Alguns órgãos de imprensa publicaram, no transcorrer do mês de abril, matérias versando sobre a contaminação da água que utilizamos. Segundo alguns textos, a água estaria contaminada com diversos tipos de agrotóxicos, os quais podem desenvolvem câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. Uma das publicações dizia inclusive que a água fornecida não servia sequer para cozinhar. 
Claro que as publicações fizeram com que outras pessoas  publicassem posts e textos nas redes sociais, fato que causou alarde no seio da população.
Buscando esclarecimentos sobre isso, o Jornal da Cidade entrou em contato com a Sabesp, empresa responsável pela água fornecida para a população e obteve esclarecimentos que colocam as coisas nos seus devidos lugares.

Nota da SABESP 
“A água fornecida pela Sabesp não está contaminada. A Companhia garante a segurança do abastecimento da população, por meio de testes diários realizados em laboratórios certificados pelos órgãos competentes. Sempre que necessário, para segurança da população, os testes são refeitos. 
A legislação brasileira, do Ministério da Saúde, estabelece parâmetros seguros de substâncias encontradas na água conforme definições da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para controlar isso, são realizados 90 tipos de testes e mais de 90 mil análises mensais que aferem turbidez, cor, cloro, coliformes totais, metais, agrotóxicos, dentre outros. 
Os relatórios de qualidade da água são enviados mensalmente ao Ministério da Saúde e também são disponibilizados às Vigilâncias Sanitárias dos municípios. Além disso, os clientes podem conhecer esses resultados na conta de água ou pelo site da Sabesp (www.sabesp.com.br).”
Ouvimos também uma especialista da área, ou seja, a entrevista da professora de química e coordenadora do laboratório de química da  Unicamp, Cassiana Montanhez, na qual ela diz que existe sim contaminação do solo por agrotóxicos, o que leva a contaminação aos mananciais e aquíferos, porém ela garante que na água tratada as concentrações encontradas não são alarmantes, que são concentrações muito baixas, residuais, ou seja: são reflexo do que é encontrado nos mananciais. Por isso, é importante cuidarmos dos mananciais, para evitar a contaminação por agrotóxicos. Diz ela: "O uso intensivo de agrotóxicos no nosso dia a dia reflete na água, vai estar presente em quantidades muito, muito pequenas".
A professora pondera que o Brasil segue os parâmetros internacionais, definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

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