08/04/2019

Palestras devem levar reflexão sobre violência e bullying a 10 mil estudantes

Dez mil estudantes da rede estadual de ensino devem ser impactados por palestras sobre violência e bullying nas escolas até 10 de maio. Promovidas conjuntamente pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Conselho Tutelar e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Arujá, elas têm o objetivo principal de provocar reflexão nos jovens.
Nesta sexta-feira (05/04), o assunto foi tema de um evento que lotou o auditório da Câmara Municipal de professores, diretores das redes municipal e estadual, o vereador Edimar de Jesus, representantes da Diretoria Regional de Ensino, das Polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, das Secretarias de Assistência Social e Educação e conselheiros.
A iniciativa é parte das atividades do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola (7 de abril) e do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio). Em Arujá, as programações tiveram início na quinta-feira (04) com as palestras e terminarão em 17 de maio, novamente na Câmara, para apresentação de resultados.
“O evento foi muito importante. Conseguimos fazer com que todos os diretores das escolas estaduais estivessem presentes e os da rede municipal participassem em bom número. Esclarecemos sobre segurança, legislação, como agir em determinados momentos, a quem recorrer. É um processo construtivo”, afirmou a presidente do CMDCA, Maria da Conceição Melo Veras Galbetti.
Ela explicou que as escolas da rede estadual estão sendo visitadas nos três períodos, para garantir que todas as turmas participem das palestras. Atitude comportamental e respeito às diferenças são temas abordados. “A parceria com a OAB vai permitir que a gente alcance os 10 mil alunos da rede (até então, a média anual é de 3 mil estudantes)”, disse.

Data
O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola foi criado por Lei Federal em 2016. A data é emblemática por ser a mesma do massacre do Realengo, caso em que cinco crianças da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, foram assassinadas a tiros por um ex-aluno.
O caso ocorrido em Suzano, no mês de março, na Escola Estadual Raul Brasil, com as mortes de 10 pessoas por arma de fogo, provocadas também por ex-estudantes, trouxe o assunto novamente à tona. “As pessoas estão hoje muito mais preocupadas e atentas ao comportamento dos alunos”, explica a presidente do Conselho.
Já o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente pela lei 9.970, de 17 de maio de 2000, em memória ao Caso Araceli, crime que chocou o País em 1973. Araceli Cabrera Sánchez Crespo foi estuprada e assassinada por jovens de classe média de Vitória (ES), em 1973. O crime permanece impune.

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