01/03/2019

Gabriel questiona megaprojeto habitacional da Fazenda Albor: “faltam informações”

 

O vereador Gabriel dos Santos (PSD) criticou o megaprojeto habitacional defendido pelo governo do Estado de São Paulo para a região da Fazenda Albor. Na avaliação do parlamentar, o aumento populacional acarretado pela construção de mais de 14 mil moradias na área de cerca de 10 mil metros quadrados localizada na divisa com as cidades de Guarulhos e Itaquaquecetuba impactaria negativamente no município.
Em Tribuna, durante a Sessão do último dia 20 de fevereiro, o vereador destacou que o megaprojeto foi mencionado na Mensagem do Plano de Governo de José Luiz Monteiro (MDB) para o Exercício de 2019 direcionado à Câmara.
Contudo, Gabriel relata que ao confrontar o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Jose Orlando da Silva, o titular da Oasta disse “não saber de nada”.
“Fico muito preocupado com essa falta de informação”, disse o vereador que ainda comparou a ausência de planejamento do empreendimento à instalação do conjunto habitacional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) na região do Jardim Emília. “Aquele local enfrenta problemas como falta de creches, de escolas e transporte. Não podemos repetir o erro, não tem condições de a região da Fazenda Albor receber mais de 40 mil novos moradores”, disse o vereador.
 
Mensagem do governo
Na correspondência encaminhada ao Legislativo, o governo municipal mencionou “reuniões realizadas juntamente com representantes da Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo”. Na pauta dos encontros, constava a Parceria Público-Privada (PPP) para construção de nove mil unidades habitacionais no município. Ainda segundo a mensagem, o Executivo arujaense questionou o governo estadual sobre a viabilidade da implantação, administração e estrutura funcional nas áreas de saúde, educação, transporte escolar, segurança, entre outros, com o iminente crescimento populacional acarretado pelo projeto.
 
Mário Covas
Gabriel ainda questionou a Secretaria Municipal de Serviços quanto a pontos de alagamento no passeio público da Avenida Mário Covas, via muito utilizada por munícipes para a prática de caminhada. “A Prefeitura de Arujá deve notificar os proprietários de trechos onde há esse acúmulo de água para que se adotem as medidas necessárias à correta drenagem”, defendeu o vereador.
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