11/02/2019

Acompanhe as discussões em mais uma reunião ordinária do Conseg

A reunião ordinária do Conseg realizou-se na noite da última terça-feira, 05, no Espaço Empreendedor em Arujá e dessa vez foi comandada pelo presidente Benedito Souza Ferreira, o Dito Maguila. Com um bom público, o encontro também foi prestigiado por representantes das polícias Civil e Militar, Câmara Municipal, Guarda Municipal e Secretaria de Segurança Pública locais. Dito Maguila abriu os trabalhos informando que no próximo dia 14 haverá uma reunião na sede do Executivo com a presença do prefeito José Luiz Monteiro, membros do Conseg e autoridades competentes para buscar uma solução para acabar com o comércio de drogas dentro das escolas deste município.

O presidente disse ainda que já está aberto o processo eleitoral que irá escolher a nova diretoria do Conseg. Quem desejar concorrer aos cargos deverá se inscrever até a reunião ordinária do próximo mês de março (marcada para o dia 12). A eleição acontece em abril e em maio os novos eleitos tomam posse. Dito Maguila já avisou que é candidato à reeleição.

A participação do povo
O senhor Natal, morador do Jacarandás, elogiou a atuação do Corpo de Bombeiros de Arujá. Segundo ele, quando convocados os “homens do fogo” comparecem rapidamente e dão todo o suporte necessário aos moradores. O sr. José Roberto, que reside no Vista Alegre, se mostrou novamente indignado e revoltado com o descaso das autoridades por conta da falta de iluminação pública. “Temos de entrar com uma ação contra a Prefeitura”, sugeriu.
Moradora do Mirante do Arujá, Dona Lourdes denunciou maus -tratos contra animais e perguntou como deveria fazer para denunciar o seu vizinho. Segundo ela, ele deixa um cão amarrado o dia inteiro sob sol quente e escaldante. A mesma moradora também reclamou de um pancadão que tem ocorrido na Rua Serra do Itaberaba e que não deixa ninguém dormir. “Além do barulho intenso, as letras das músicas são muito nojentas”. O delegado titular de Arujá, Dr. Antonio Carlos Ferreira Cavalcanti, orientou Dona Lourdes a fazer a denúncia anônima através do telefone 181. Dona Marlene, da Estância Pacaembu, disse que ocorreu uma tentativa de homicídio no seu bairro. Dr. Cavalcanti pediu para que ela o procurasse posteriormente para lhe passar as informações e iniciar as investigações.
Bastante revoltado e já sem saber a quem recorrer, o sr. Joaquim, morador do Nova Arujá, listou uma série de problemas referente falta de iluminação pública no seu bairro e também no Jordanópolis e entregou em mãos para o presidente do Conseg tomar as devidas providências. Ele também reclamou novamente da taxa de iluminação que é cobrada dos munícipes. “Quem criou essa lei e quem aprovou são todos irresponsáveis”, disparou. Em resposta, Dito Maguila ameaçou acionar o Ministério Público caso não se encontre uma solução para essa questão.
Na reunião de janeiro deste ano muitas reclamações aconteceram sobre o fato de a Prefeitura estar exigindo que moradores do Jacarandás e Jardim São Jorge construam calçadas defronte aos seus imóveis. E a revolta maior se deu porque a Prefeitura não estaria cumprindo com a sua parte, que é arrumar as ruas, e obriga a construção do passeio público. Além disso, ainda diz que após um período de 90 dias irá aplicar multas aos moradores que não estiverem com suas calçadas prontas.
Dito Maguila orientou cada morador a entrar com um processo individual na Prefeitura, solicitar cópia do  documento para acompanhar e, se necessário for, entrar com uma ação no Ministério Público.

A voz das autoridades
O subcomandante da Guarda Municipal, Uelton Souza Almeida, disse que “a Guarda municipal está melhorando a cada dia, graças à reestruturação pela qual vem passando, pela aquisição de novas viaturas e armas entre outros benefícios. Uelton também condicionou a evolução da Guarda Municipal graças ao apoio imprescindível que recebe das polícias Civil e Militar.
O secretário-adjunto de Segurança Pública de Arujá, Evilázio Ferreira de Souza, também falou das conquistas da Guarda Municipal e também da emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil que deixará a GM ainda mais bem equipada para atender a população com mais qualidade e competência. Sobre o pagamento da taxa de iluminação pública, ele esclareceu que “isso é legal, existe uma lei que obriga a Prefeitura a cobrar. Mas também existem pessoas e instituições que são isentas, basta verificar isso na sede do Executivo”. Ele também respondeu a uma reclamação que uma moradora fez sobre a Sabesp, que abre valetas no asfalto e não fecha. Evilázio explicou que a Prefeitura não fiscaliza a Sabesp e que a estatal tem apenas a obrigação de deixar o pavimento da forma como o encontrou caso tenha de abrir valas e valetas.
A vereadora Ana Cristina Poli (PR) falou em seguida. Entre tantas explicações comentou que “a segurança pública é bastante complexa e está ligada a várias situações. Temos que fazer a nossa parte na condição de legislador e fiscalizador para que os problemas sejam solucionados o quanto antes e a população seja plenamente atendida nas suas reivindicações”. Ela também se pronunciou sobre o problema das calçadas no Jacarandás. A vereadora sugeriu que os moradores se reúnam e procurem a Prefeitura e secretarias envolvidas e cheguem a um consenso que fique bom para ambas as partes.
O capitão Rodrigo Fernandes falou sobre a redução nos índices de criminalidade do município como, por exemplo, o número de roubos de veículos e cargas, que conseguiu zerar em comparação ao último levantamento. “Agradecemos também o apoio da Polícia Civil, da Guarda Municipal e do Conseg que nos ajudaram muito”. Sobre o pancadão no Mirante, disse que já solicitou que se faça uma operação especial neste final de semana.
Corroborando com as palavras do capitão Rodrigo Fernandes, o delegado titular de Arujá Dr. Cavalcanti afirmou que o roubo de cargas de fato foi reduzido a zero e que os outros índices de criminalidade estão dentro do limite estabelecido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Por fim o Dr. Cavalcanti anunciou que existem dois projetos em andamento para melhorar a segurança pública de Arujá. Manter um plantão 24 horas e criar um atendimento específico para mulheres. “Na próxima reunião do Conseg traremos mais informações a respeito desses projetos”, concluiu.

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