14/01/2019

Conseg se reúne pela primeira vez em 2019 para discutir segurança pública de Arujá

O Conseg – Conselho Comunitário de Segurança de Arujá reuniu-se na noite da última terça-feira (8), no Espaço Empreendedor para a primeira reunião ordinária deste ano, a qual foi comandada pelo vice-presidente da entidade, Carmelino Martins, vez que o presidente Dito Maguila encontra-se em viagem pelo Nordeste brasileiro. Dessa vez nem a Polícia Militar muito menos a Polícia Civil mandaram representantes, mas a Guarda Municipal esteve representada pelo subcomandante Uelton Souza Almeida. A maior representatividade ficou por conta da Câmara Municipal de Arujá que se fez representar pelos vereadores Ana Cristina Poli (PR), Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB) e Edvaldo de Oliveira Paula (PSC), o Castelo Alemão.
O comparecimento do público não foi tão expressivo, mas as discussões como sempre foram bem acirradas. Depois da abertura oficial com a execução do Hino Nacional Brasileiro, Carmelino Martins passou a palavra para os munícipes. O sr. Joaquim, morador do Nova Arujá, quis saber a quem compete fazer a troca de lâmpadas queimadas na cidade. Ele diz que existe um jogo de empurra, empurra, ou seja, a Elektro diz que é competência da Prefeitura e vice-versa. Mais tarde os vereadores responderam que nas ruas e avenidas a obrigação é da Elektro enquanto que nas praças e vielas, por exemplo, a competência é do Executivo.
Wesley, residente no Parque Jacarandás, parabenizou a Guarda Municipal que tem feito várias rondas pelo bairro, assim como agradeceu ao vereador Luiz Fernando pela atenção que tem dado aos moradores daquela localidade. Mas ele também reclamou do descaso com a iluminação pública. Wesley explicou que ele ficou sem eletricidade o dia 22 de novembro último até o dia 30 de dezembro. Segundo ele, um cabo de energia caiu defronte a uma residência e causou todo esse transtorno, porém o descaso de ter ficado tantos dias às escuras gerou muita revolta entre os moradores.
Ele também reclamou que existe uma quadrilha especializada em roubo de cabos e fios atuando no bairro, assim como tem ocorrido vários assaltos à mão armada. “Infelizmente estamos reféns da Elektro e do Executivo. Eles não fazem nada para acabar com os problemas. Gostaria de saber por que o prefeito não comparece às reuniões do Conseg. Ele teria de honrar os votos que recebeu da população”, desabafou.
Uma moradora do Arujamérica questionou a quem compete fazer a manutenção da iluminação nos escadões e vielas existentes nos bairros, cuja resposta já foi dada acima por representantes do Legislativo local.
O sr. Aparecido, morador do Jacarandás, reclamou que a Prefeitura tem cobrado dos munícipes para que cada um faça a sua calçada. Mas para tal, é necessário que as ruas estejam em condições. Segundo ele, a Prefeitura não está cumprindo com a sua parte. Diante desse problema Carmelino Martins se manifestou dizendo que “a Prefeitura não pode cobrar o senhor, pois as ruas estão esburacadas e sem condições de receber as calçadas. O Executivo também não pode multar o senhor”.
Outro morador do Jardim São Jorge se mostrou revoltado com a falta d’água. Do Center Ville uma moradora reclamou da falta de policiamento. O subcomandante da Guarda Municipal, Uelton Almeida, disse que iria dar uma atenção especial para o Center Ville.

A voz das autoridades
A vereadora Ana Poli entregou em mãos para Carmelino Martins um relatório do Fórum de Segurança Pública ocorrido no último mês de dezembro em Arujá. Neste documento – cuja cópia também foi entregue ao Executivo - existe uma série de cobranças para dar respostas à população.
Sobre a questão das calçadas no Jacarandás a parlamentar disse ser um equívoco da Prefeitura. “Como cobrar calçada sem antes fazer a sua parte, ou seja, colocar guias e sarjetas, arrumar as ruas esburacadas? Isso é um absurdo”. Seu companheiro vereador Luiz Fernando disse que iria pedir a suspensão das notificações que a Prefeitura encaminhou aos moradores daquele bairro. Ainda referente às calçadas, ele tem conhecimento de que muitos moradores querem fazer a calçada verde (com grama) em virtude das características do bairro, mas que para tal é preciso que a Prefeitura permita fazer essa mudança na legislação. “Precisamos agir de acordo com a lei, hoje a calçada verde não é permitida”, explicou. E continuou: “Sugiro que façamos um documento em conjunto cobrando essas respostas da Prefeitura”, finalizou dizendo ainda que daqui pra frente sempre haverá um representante nas reuniões do Conseg de um membro da Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Arujá.
Castelo Alemão falou logo em seguida. “No que se refere às calçadas vamos pedir o bom senso da Prefeitura. Ele (o Executivo) não tem cumprido com o seu papel e, portanto, não tem condições de cobrar nada da população”, disparou.
E por fim falou o subcomandante da GM. “Agora a nossa Guarda Municipal está cada vez mais estruturada e assim poderemos prestar melhores serviços para a população. O aplicativo 153 Cidadão lançado recentemente é um canal que pode ser usado para fazer denúncias e nos ajudar a combater o crime. Já recebeu, inclusive, cerca de 230 chamados. Com toda essa melhoria a Guarda Municipal não é mais o patinho feio da cidade”, comemorou Uelton.

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