17/12/2018

Câmara deve instaurar CEI para apurar possíveis irregularidades em contrato com a InSaúde

A Câmara de Arujá deverá instaurar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades no contrato com a empresa InSaúde – Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde, que gerenciou os dois prontos atendimentos de Arujá e a Maternidade Municipal até fevereiro deste ano e teve seu contrato cancelado, após sócios da empresa terem sido presos na Operação Ouro Verde, no final de 2016. A comunicação da instauração da CEI foi feita pelo presidente da Casa de Leis, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, durante Sessão Ordinária ocorrida na última quarta-feira (12). A portaria de número 2.033 que constitui a Comissão deve ser publicada neste sábado (14).
A comissão é composta por cinco vereadores: Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB) – presidente, Paulo Henrique Maiolino (PSB), vice-presidente, Gabriel dos Santos (PSD), relator, Ana Cristina Poli (PR) e Marcelo José de Oliveira (PRB), como membros. Assim que publicada a portaria, a Comissão terá 45 dias para apresentar relatório final sobre o caso.
A decisão de instaurar a CEI foi tomada pelo Legislativo após desdobramento da Operação Ouro Verde, que investiga desvios de verbas na área da Saúde onde a cidade de Arujá foi citada em depoimento do delator, Paulo Câmara, ex-diretor da Organização Social Vitale preso na 1ª fase da Operação. O delator cita que “Arujá tem uma história, mas na verdade o prefeito sabia do esquema”. Câmara ainda cita o envolvimento das cidades de Várzea Paulista, Mirassol e Bernardino de Campos no esquema. 
Semana passada, ocorreu a 3ª fase da Operação do Ministério Público, a qual resultou em 13 denunciados à Justiça. Agentes fizeram buscas e recolheram arquivos do circuito interno do Hospital de Jaguariúna, pois o MP não descarta a possibilidade de ramificações do esquema fraudulento em outros municípios.

Prefeitura
Questionada sobre o caso, a Prefeitura de Arujá enviou uma nota oficial sobre a instauração da CEI: “Diante do pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) por parte da Câmara de vereadores, a Administração Municipal ratifica que o contrato com a organização social Insaúde – cuja vigência se deu entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018 - foi rompido pela Prefeitura de forma cautelar e unilateral justamente em decorrência do envolvimento de diretores do grupo com a Operação Ouro Verde, deflagrada em Campinas.
A Administração Municipal e o prefeito José Luiz Monteiro não receberam, até o momento, qualquer notificação a respeito da suposta investigação. 
“Somos os maiores interessados na investigação da CEI porque queremos que tudo seja devidamente esclarecido. Temos total tranquilidade a respeito deste assunto porque não cometemos irregularidade alguma. Os vereadores estão fazendo o papel para o qual foram eleitos pela população, que é o de fiscalizar, e eu estou totalmente à disposição”, afirma o prefeito.

Comente esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.


FOTOS


Guia de Anunciantes