17/12/2018

Levantamento coloca Arujá em risco de surto de dengue, zika e chikungunya

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, divulgado essa semana, Arujá está em risco de surto de dengue, zika e chikungunya. No Estado de São Paulo, 250 cidades também estão nesta mesma situação. 
De acordo com o Índice de Infestação e Predial (IIP) do LIRAa, de 0 a 1 é considerável tolerável, já acima de 1 acende a luz amarela de alerta e, acima de 4 já é considerado risco de surto. Arujá está com 6,2 e é considerado risco de surto. 
No Alto Tietê, apenas Guararema acendeu a luz de alerta, com 1,3. Os demais municípios estão em situação tolerável (veja quadro abaixo).
Segundo a Secretaria de Saúde de Arujá, o índice de densidade larvária da cidade é uma realidade que precisa e será enfrentada pela Pasta, mas que depende fundamentalmente da participação ativa da população, uma vez que os dados são uma consequência do hábito das pessoas.
Até a última quinta-feira (13), a Secretaria informou que o município registrou apenas um caso de dengue e nenhum das demais doenças. Já no ano de 2017 inteiro, foram registrados 14 casos de dengue (um importado), um de chikungunya (importado) e nenhum de zika vírus.
A Prefeitura informou ainda que a Secretaria realiza ações de combate ao Aedes aegypti e conscientização da população diariamente. “Por mês, em média, distribui e instala 150 telas de caixa d’água, vistoria 10 mil residências com o objetivo de eliminar focos existentes ou possíveis do mosquito, recolhe 15 toneladas de pneus,  sendo uma tonelada e meia em terrenos baldios e vias públicas, coleta de três toneladas de inservíveis (garrafas, vasos, baldes, etc), entre outras ações” , informou.
Para ajudar nas ações de combate, Arujá recebeu  essa semana do Ministério da Saúde uma caminhonete zero quilômetro.
A Prefeitura disponibiliza um canal direto de relacionamento para a população fazer denúncias, como o Disque-Dengue (0800 788 8882), que recebe, em média, 115 chamadas mensais.

Dados nacionais
Em todo o País, 5.358 municípios, 96,2% da totalidade de cidades, realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas doenças, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.
O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa. Em janeiro de 2017, a Pasta publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde. A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios.

Dados epidemiológicos  
Até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o País, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.
Também até 3 de dezembro, foram notificados 84.294 casos de chikungunya em todo o País, redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 40,4 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.
Já de zika foram notificados 8.024 casos em todo o País, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 3,8 casos/100 mil habitantes. Neste ano, foram quatro óbitos por Zika.

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