11/12/2018

Arujá é citada em depoimento de delator preso em Operação que investiga desvios de verbas na área da Saúde

Durante desdobramento da Operação Ouro Verde, que investiga desvios de verbas na área da Saúde, a cidade de Arujá foi citada em depoimento do delator, Paulo Câmara, ex-diretor da Organização Social Vitale preso na 1ª fase da operação. Ele cumpre prisão domiciliar desde homologação da delação pelo Judiciário. Além de Arujá, o delator ainda teria citado Várzea Paulista, Mirassol e Bernardino de Campos.
Semana passada, ocorreu a 3ª fase da Operação do Ministério Público, a qual resultou em 13 denunciados à Justiça. Agentes fizeram buscas e recolheram arquivos do circuito interno do Hospital de Jaguariúna, pois o MP não descarta a possibilidade de ramificações do esquema fraudulento em outros municípios.
Questionado sobre o caso, a Prefeitura de Arujá informou via Assessoria de Imprensa que, até ontem (10), não havia recebido nenhuma notificação por parte do Ministério Público. Perguntado sobre a possibilidade de ter celebrado contrato com alguma empresa investigada, a Prefeitura informou que firmou contrato com uma organização social em setembro de 2017, após licitação pública, para a gestão dos prontos atendimentos (Central e Parque Rodrigo Barreto) e Maternidade Municipal  e o rompeu cautelarmente em fevereiro de 2018, diante da informação de que haveria ligação desta OS com um grupo denunciado na Operação Ouro Verde. 
Em nota, o Executivo disse ainda que “o prefeito de Arujá [doutor José Luiz Monteiro] também não foi oficialmente notificado e nega qualquer ato de irregularidade”.
A reportagem entrou em contato com o Ministério Público do Estado de São Paulo, porém o promotor que cuida da Operação Ouro Verde não foi localizado para dar mais informações sobre o caso.
 
O caso

A Operação Ouro Verde, iniciada em novembro do ano passado, completou um ano no dia 30 de novembro. A operação investiga desvios de recursos públicos no Hospital Ouro Verde, em Campinas que, até agora, chegaram a R$ 7 milhões. Em um ano e três fases da Operação, 15 pessoas foram presas.
O MP busca agora evidências que comprovem que o esquema tem ramificações em outras cidades.

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