09/04/2016

Alto Tietê registra primeira morte influenza A (H1N1); Arujá não tem nenhuma notificação da doença

O Alto Tietê teve a primeira confirmação de morte por Influenza A (H1N1). A Vigilância Epidemiológica de Mogi das Cruzes confirmou na última quinta-feira (7), a morte de uma mulher, de 45 anos, pelo vírus. A morte foi na quarta-feira (6) e foi a primeira por H1N1 na região este ano. A vítima estava internada em um hospital particular do município e o resultado do exame realizado pelo estabelecimento apontou a infecção pelo vírus.
Em Arujá, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há suspeitas ou confirmações de nenhum caso de H1N1. Já em outras cidades do Alto Tietê já são quase 30 notificações suspeitas da doença. 

Sintomas
Os sintomas da gripe Influenza A/ H1N1 são semelhantes ao de uma gripe comum. Assim, é possível que a pessoa se automedique, acreditando estar apenas com um resfriado.
Vale lembrar que a orientação é de que sejam feitos exames clínicos em hospitais, uma vez que a doença H1N1 pode acarretar em morte.
Além disso, as pessoas que estiverem resfriadas são orientadas a espirrar ou tossir no antebraço, pois, ao usar as mãos para tapar a boca, a transmissão do vírus pode se amplificar. Todos devem ficar atentos aos sintomas da H1N1: febre alta, dores no corpo, tosse, dor de garganta, coriza e nariz entupido, vômitos e diarréia também.

 

Campanha de vacinação antecipada

A primeira etapa da vacinação contra a gripe começou na última nesta segunda-feira (4) com a imunização dos profissionais de saúde. A campanha foi antecipada nos 39 municípios da Grande São Paulo, como é o caso de Arujá, por causa da antecipação das contaminações pelo vírus neste ano. 
A partir do dia 11 de abril, serão vacinadas as crianças entre 6 meses e menores de 5 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais e gestantes, e, em 18 de abril, as doses estarão liberadas para pessoas com doenças crônicas, puérperas (mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias) e indígenas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a vacinação seja feita no Outono, entre os meses de março e maio, devendo ser repetida a cada ano, pois o vírus se modifica constantemente. Para prevenir a gripe, outras recomendações importantes são:
• Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
• Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
• Evitar aglomerações e contato com pessoas doentes;
• Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
• Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
• Procurar assistência médica se surgirem sintomas, evitando a automedicação.

 

Falta de vacina em clínicas particulares

Com o avanço dos casos H1N1, a procura de vacina contra a gripe em clínicas particulares é grande. Em uma clínica de Arujá, a dose ainda não chegou, mas já existe até fila de espera pela imunização. A previsão é que as vacinas cheguem na próxima semana.

Fique de Olho
Com a corrida por vacinas contra a gripe H1N1 em algumas regiões do País, instituições de saúde teriam até dobrado o preço do valor da vacina nos últimos dias. Após receber várias reclamações, o Procon-SP está notificando desde o último dia 31 de março, hospitais e laboratórios do Estado a prestarem esclarecimentos quanto ao aumento dos preços na imunização contra o vírus.
Segundo relatos de consumidores e informações repassadas por veículos de comunicação, alguns estabelecimentos reajustaram os preços de R$ 120 para até R$ 215, por exemplo. No ano passado o valor era de, aproximadamente, R$ 45.
O Procon-SP esclareceu que não há um preço tabelado, mas que, com base no Código de Defesa do Consumidor, que veda aos fornecedores a prática de valores abusivos, as instituições terão que explicar o motivo do aumento e praticar um preço razoável. Após a notificação, os hospitais terão até 10 dias para apresentarem justificativa. Comprovadas as irregularidades, as empresas serão penalizadas de acordo com o CDC. O Procon-SP, no entanto, ainda não divulgou o número de instituições notificadas até o momento. O órgão informou ainda que fiscais também estão inspecionando drogarias para verificar os preços dos remédios contra a gripe H1N1.

Comente esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.


FOTOS


Guia de Anunciantes