05/10/2018

Acompanhe os fatos discutidos na reunião ordinária do Conseg

Membros do Conseg – Conselho de Segurança Comunitária de Arujá, autoridades locais e convidados se reuniram na noite da última terça-feira, 02, para mais uma reunião ordinária, a qual foi comandada pelo presidente da entidade, Benedito Souza Ferreira, o Dito Maguila. Foram representados naquela oportunidade a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria de Segurança Pública, a Guarda Municipal e o Poder Legislativo.
Maguila abriu os trabalhos explicando que foi até a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para verificar a possibilidade de trazer para as escolas do município palestras de prevenção às drogas, no entanto devido as eleições, será preciso saber quem irá comandar a Secretaria, vez que dependendo de quem for eleito governador do Estado poderá ter mudanças no comando. Logo em seguida abriu espaço para a participação do público.
Novamente o assunto iluminação pública voltou à pauta, dessa vez com a reclamação de um morador do bairro Vista Alegre. Ele quis saber quando o assunto será resolvido, pois não aguenta mais tanta insegurança no seu bairro. Maguila respondeu que  agendou reunião com o prefeito Dr.  José Luiz Monteiro para às 15h30 da próxima quarta-feira, 10, para discutir esse e outros assuntos que têm sido alvo de reclamações constantes nas reuniões do Conseg.
A coordenadora da Escola estadual professor Esli Garcia Diniz pediu a palavra. Agradeceu à Polícia Militar, na pessoa do capitão Rodrigo Fernandes, destacando que solicitou que a PM fizesse um trabalho na escola sobre o Proerd – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência e a PM prontamente atendeu, designando uma policial para fazer as palestras. A representante do colégio Esli também quis saber qual o procedimento correto para acionar a PM e a Guarda Municipal quando se deparar com alguma ameaça aos seus alunos, professores e direção. Capitão Rodrigo Fernandes respondeu que “o canal oficial é o telefone 190. Existe ainda um grupo de Whatsapp entre as escolas onde o atendimento pode ser agilizado, mas o correto é acionar o 190 primeiro ou então entrar em contato com o telefone da Companhia. Escola é nossa prioridade”, garantiu o capitão Rodrigo.
Dando sequência à participação do público, um morador do Jacarandás reclamou que no bairro sofre com a falta energia elétrica. Outra munícipe sugeriu que para as próximas reuniões um representante do Poder Executivo se faça presente para anotar todas as reclamações e leva-las até o conhecimento do prefeito em busca de soluções. 
Dito Maguila respondeu que vai tentar alinhar isso junto à Prefeitura. Nesse sentido, registre-se que o público questionou a Prefeitura sobre o excesso de mato em terrenos baldios e que acabam virando esconderijo de bandidos, colocando em risco a segurança da população, principalmente de quem mora nas adjacências desses terrenos.
Renan Lucena, filho do deputado federal Roberto de Lucena, foi convidado por Dito Maguila a participar daquela reunião e explicar em que situação se encontra a destinação da verba de R$ 500 mil para a Guarda Municipal. “Não vim aqui falar de política e nem de políticos, fui apenas convidado para explicar essa situação em virtude das cobranças que ocorreram em reuniões anteriores”, explicou sua presença Renan Lucena.
Renan disse que na administração anterior seu pai já havia destinado uma verba de R$ 1 milhão para a Guarda Municipal, entretanto o município perdeu o envio desse dinheiro. “Não sabemos se por questão política ou administrativa”, afirmou Renan. Ele explicou que seu pai foi convencido de tentar viabilizar uma nova verba para o município (leia-se Guarda Municipal), agora no valor de R$ 500 mil.
“O comandante da Guarda Municipal nos procurou para pedir ajuda para reestruturar a GM. Depois de tantas burocracias e exigências do Ministério, enfim a verba foi empenhada. Mas em fase de eleição é tudo mais complicado. O que podemos dizer é que a verba pode chegar a qualquer momento e assim viabilizar a devida reestruturação adquirindo novas câmeras de monitoramento, viaturas, armamento de choque entre outras necessidades”.
Evilázio Ferreira de Souza, secretário-adjunto de Segurança Pública de Arujá em resposta a um questionamento sobre ronda escolar comentou que “existe sim uma lei que a Câmara Municipal aprovou para que a Guarda Municipal faça as rondas escolares, no entanto não temos viatura para tal. Quem tem feito esse trabalho brilhantemente é a Polícia Militar. Não temos recursos para isso. Aliás, temos apenas uma viatura em funcionamento, as demais estão paradas aguardando conserto. Infelizmente essa é a nossa realidade”, lamentou.
Ele ainda respondeu sobre a questão de iluminação pública. “Os recursos ficam depositados numa conta (refere-se à taxa de cobrança de iluminação pública). É necessário fazer licitação para definir uma empresa para cuidar do parque luminoso da cidade, vez que a Elektro não o faz”. Por fim, defendeu a Pasta que representa afirmando que “vejo positivo a criação da Secretaria de Segurança Pública, pois apesar das dificuldades financeiras estamos conseguindo muitos avanços como, por exemplo, armar os nossos policiais”.
Em nome da Polícia Civil falou o delegado Dr. Antonio Carlos Cavalcante. Ele relatou que houve esclarecimento de alguns homicídios, de roubos de cargas que ocorrem na Rodovia Presidente Dutra no perímetro arujaense e também anunciou que conseguiu trazer mais policiais para ajudar nos plantões, agilizando assim o atendimento à população.
Sobre o questionamento da ação do Conselho Tutelar em Arujá, feito naquela reunião, Dr. Antonio Carlos respondeu: “Trabalhei em São Paulo e Guarulhos e confesso que nunca vi um Conselho Tutelar tão atuante como o de Arujá. Eles trabalham, muito bem”, elogiou.
Referente às palestras sobre prevenção de drogas nas escolas, se comprometeu a trazer policiais para fazer esse importante trabalho social nas unidades de ensino do município. E por fim sugeriu ao secretário-adjunto de Segurança Pública, Evilázio, que leve até o titular da Pasta a ideia de se implantar no município a barreira digital. “Isso iria melhorar a identificação de quem entra e sai da nossa cidade”. Também pediu para que a Prefeitura faça a fiscalização de bares que funcionam durante a madrugada, pois muitos deles não têm licença de funcionamento.
A vereadora Ana Cristina Poli acabou chegando bem no final da reunião e por isso não teve oportunidade de falar ao público.

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