27/07/2018

Quadrilha ostentação é desmantelada por policiais do 4ºDP; três foram presos em condomínio de Arujá

Bandidos que ostentavam abrindo garrafas de uísque com tiro são presos por golpe do falso financiamento do carro

Foram dois meses de investigação para que Polícia Civil do 4ºDP de Guarulhos conseguisse prender na última quinta-feira (26) uma quadrilha suspeita de aplicar golpes do falso financiamento de veículos. Ao todo, sete homens foram presos, sendo três em Arujá, e os demais nas cidades de Suzano, Itaquaquecetuba e São Paulo.
Conhecida como Talibã, a quadrilha começou a ser monitorada há cerca de dois meses, quando os verdadeiros donos dos carros começaram a receber cobranças, segundo explicou o delegado que investiga do caso, doutor Fernando Santiago. Carros de luxo, festas, bebidas caras abertas com tiro, cordões de ouro e maços de dinheiro em vídeos do bando ostentando nas redes sociais, levantaram a suspeita da polícia.
Segundo doutor Fernando, há seis meses o bando alugou uma casa no condomínio, em Arujá, que servia de QG do bando. “Lá tinham os computadores que eles utilizavam para aplicar os golpes dentre outros materiais, além de carros de luxo, como um BMW Z4”, disse.
Além dos veículos, dinheiro, joias, relógios importados, duas pistolas – uma delas com numeração suprimida, armamentos, diversos cartões de crédito de várias bandeiras e drogas, na casa a polícia também encontrou uma nota fiscal no valor de R$ 8.297,00, que foi gasto pelos suspeitos em uma balada.
Em seis meses, a polícia acredita que o grupo conseguiu fraudar cerca de R$ 2 milhões.
De acordo com a investigação, o golpe começava em estacionamentos de shoppings, supermercados ou até mesmo nas ruas. A quadrilha escolhia e fotografava os carros.
Com as fotos do carro, marca, modelo, cor e placa, os criminosos enviavam para as agências de veículos e, na sequência, pediam e conseguiam financiamento desses veículos. Depois da operação concluída eles ficavam com todo o valor, sem que o verdadeiro dono do carro sequer suspeitasse que seu carro estava sendo usado para um financiamento fraudulento.
Segundo o delegado, laranjas emprestavam suas contas bancárias, recebendo uma espécie de pagamento por isso, onde o dinheiro do financiamento fraudado dera depositado. “Esses laranjas eram escolhidos pelos suspeitos entre amigos dos integrantes do bando”, explicou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, quando os verdadeiros donos dos carros começaram a receber cobranças pelo financiamento fraudulento foi que a polícia foi acionada e iniciou as investigações.

 

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