26/02/2018

Arujá reduz indicadores estratégicos de criminalidade em comparativo anual

Quatro dos seis principais indicadores (homicídio, estupro, roubo outros, roubos de veículos, furto outros e furto de veículos) considerados estratégicos para a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sofreram queda no comparativo entre os anos de 2016 e 2017. A informação foi passada a imprensa pelo comandante da 3º Cia da Polícia Militar, capitão Rodrigo Fernandes.
De acordo com as estatísticas disponíveis no site da SSP-SP, houve redução de 29% nos roubos e 7% nos roubos de veículos, 18% nos furtos e 24% nos casos de estupro. O número de homicídios se manteve igual, sendo registrados 11 em ambos os anos. Já os casos furto de veículos aumentaram em 9% e roubo de carga aumentaram em 122%. 
Segundo capitão Rodrigo Fernandes, uma das ações que levou a redução nos principais índices de criminais foi o empenho de todo seu efetivo.
“O empenho dos policiais, a melhor distribuição do efetivo, que é feito pelo serviço de inteligência, a aproximação que estamos fazendo cada vez mais com a comunidade por meio do Vizinhança Solidária, todas essas ações vêm contribuindo para a redução desses indicadores”, completou capitão Rodrigo, ressaltando que a produção policial mais que dobrou no último ano. 
A participação da comunidade local através do “WhatsApp” e as frequentes operações que são realizadas em pontos estratégicos da cidade são reflexos para diminuição dos indicadores criminais. “Em 2017 foram presos 334 infratores, sendo 131 a mais que no ano de 2016, que registrou 203 prisões. Ainda no ano de 2016 tivemos 21 armas aprendidas, já no ano de 2017 retiramos 28 armas das mãos dos infratores”, acrescentou.

Aumento no furto de veículos
Apesar de reduzir importantes indicadores criminais, o furto de veículo é um ponto que a Polícia Militar ainda não conseguiu diminuir na cidade. Em 2016 foram registrados 183 ocorrências, já em 2017, 200 novos casos foram computados.
Para o comandante da PM, o furto de veículos é um problema não só de Arujá, mas sim da grande maioria das cidades.  Segundo ele, a legislação branda é um dos motivos que contribui para a prática do crime. “A pessoa do furtador, como é um crime sem emprego de violência, na maioria dos casos, quando a PM consegue prender o indivíduo, o mesmo é solto na audiência de custódia. Se for falar de cumprimento de pena, quando o indivíduo é condenando, ele fica apenas três ou quatro meses detido, então tem um estímulo para a pessoa continuar nessa delinquência”, explica.
Os desmanches são outro estimulo para o crime apontado pelo capitão Rodrigo. “Tivemos uma ocorrência em Santa Isabel, que nós identificamos por volta de 40 veículos produto de crime. Neste local, dentre as pessoas detidas estava uma mulher que eta proprietária de uma loja de peça em São Paulo. Tudo leva a crer que essas peças eram furtadas e revendidas”, salienta o comandante. A falta de um sistema de monitoramento eficiente e adequado para a Polícia Militar também foi outro facilitador apontado pelo capitão. Um fator que deve contribuir para a redução do índice de furto de veículos e o convênio com Santa Isabel para a recolha de veículos irregulares apreendidos pela PM. “Até pouco tempo não tinha serviço de guincho e o pátio estava lotado. Com a parceria que fizemos em Santa Isabel, somente no primeiro mês apreendemos 81 veículos e 18 motocicletas. Não conseguimos mensurar, mas temos casos de indivíduos suspeitos, que vinham de outros municípios com carros irregulares, mas que ficavam rodando em Arujá por saber que não teria o automóvel apreendido”, acrescenta capitão Rodrigo.

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