12/03/2016

Chuvas de Verão: alagamentos, transbordamentos e desmoronamentos...

Com as torrenciais chuvas que o fim do Verão trouxe no transcorrer desta semana percebeu-se que existem inúmeras deficiências no escoamento de água nos mais diversos municípios, levando a muitas inundações e até tragédias. Até o início da tarde de ontem (11/03), segundo o Corpo de Bombeiros, 15 pessoas haviam perdido a vida  em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Grande São Paulo entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Há também o registro de pelo menos 10 feridos.
Houve tragédia em Mairiporã, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Guarulhos, alagamento monstro em Mogi das Cruzes, Santa Isabel, Guararema, Itaquaquecetuba, Poá, entre outros municípios da Grande São Paulo. 
Além das deficiências das administrações municipais, fato que colabora para os alagamentos, muitas pessoas, pelos mais variados motivos, entre eles falta de lugar melhor para morar, decidem afrontar a natureza, edificando moradias em áreas de risco, muitas vezes infringindo as leis, utilizando margens de córregos, ou morros para fazer suas casas.
Claro que há também a negligencia, ou a conivência de autoridades municipais, que fazem vistas grossas para que as edificações sejam levantadas e habitadas, quando sabem que as pessoas estarão em risco  iminente, tanto de perda de seus bens, como de perda de suas vidas.
É fato também que não podemos culpar a natureza, porque chove muito e inunda os locais mais baixos, ou porque chove pouco e ocorre a falta de água. Os únicos culpados somos nós, seres humanos. A natureza precisa das várzeas limpas para que possa acomodar as águas em períodos chuvosos. Por outro lado, para construir em morros e encostas é necessário observar a lei, se houver permissão, é preciso que sejam feitos estudos, pois as construções precisam ter especificações para este fim. 
Além das forças da natureza, não podemos deixar de observar que existem pessoas que colaboram muito para que os alagamentos e transbordamentos aconteçam,  jogando lixo, entulho, móveis, pneus, plásticos de todos os tipos no entorno, nas  margens ou dentro de rios, dos córregos,  bocas de lobo, etc.. A consequência deste tipo de ação levada a efeito pelos negligentes e mal educados é sentida quando ocorrem os temporais... Aí, é um chororô danado... Porém,  é tarde demais para lamentar.. é a Lei da vida: “Aqui se faz, aqui se paga”. 

 

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