05/12/2017

Previdência: Lobby tenta enganar os que ganham menos

Interessante observar como as coisas acontecem entre o Governo Federal e o Congresso Nacional. Sabemos que, para livrar o presidente das denúncias feitas pelo Ministério Público, as quais poderiam lhe tirar do cargo, aconteceram diversos jantares, almoços, reuniões e acordos. Por fim, Michel Temer obteve as vitórias que precisava para continuar na Presidência da República. 
Nota-se que os parlamentares eleitos para defender os interesses da população brasileira, votam mesmo para defender seus próprios interesses, ou seja: só votam se o Governo lhes fizer concessões: liberar verbas, conceder cargos em ministérios, estatais, empresas reguladoras, etc..
Assim vemos que, a Reforma da Previdência, tida como extremamente necessária pela grande maioria dos analistas de economia, está empacada. Ela viria para corrigir distorções dos que ganham acima do teto do INSS, atualmente R$ 5.579,06, bem como iria corrigir a idade mínima para que se possa requerer a aposentadoria.       
Percebemos que os mesmos parlamentares, agora que o Governo diz que precisa votar a reforma da previdência,  garantem que não há o número de votos suficientes para aprovar as mudanças e, a proposta pode ser empurrada para 2018, ano em que ocorrerão eleições e a votação será muito mais difícil de acontecer. 
O fato é que o Congresso Nacional só está ouvindo os setores especialistas em fazer lobby. Aqueles que não querem perder direitos adquiridos. Gritam por aposentadorias altíssimas, além do direito de se aposentar aos 50 anos de idade. Estamos  falando dos funcionários públicos de alto escalão. Boa parte deles está dentro do próprio Congresso Nacional, dos ministérios, do Poder Judiciário e nas Autarquias. 
Ocorre que, assim como assistimos no Rio de Janeiro, quando a Previdência quebrar, não haverá dinheiro para pagar ninguém. Não receberão os que ganham salário mínimo, assim como não receberão os que chegam a receber quase R$ 80.000,00. Há também os anistiados políticos que ganham quase R$ 50.000,00 (neste bloco estão políticos da atualidade). Os casos acima do teto somam quase 10 mil beneficiários, sendo que muitos tipos de benefícios não respeitam sequer o teto do funcionalismo (R$ 33.763,00), enquanto que cerca de 24 milhões de brasileiros recebem apenas um salário mínimo, como aposentadoria e, outros 250.000 beneficiários recebem entre cinco e seis salários mínimos, faixa próxima ao teto.
Os mais aquinhoados e seus representantes chegam a plantar falsas notícias tentando levar os que ganham menos a pensar que serão eles os prejudicados, o que não é verdade

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