06/11/2017

Realmente estamos à mercê da própria sorte

Realmente parte da equipe do Presidente Michel Temer está fazendo e falando bobagens. Quando esperamos que ministros lá estão para resolver as questões que afligem a população, somos surpreendidos com falas incompreensivas e nenhuma ação na defesa da população. Foi isso que desvendou o pronunciamento do ministro da Justiça, Torquato Jardim, colocando que o comando da PM no Rio de Janeiro decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado”. Ele afirmou: “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio.”
Torquato fez um diagnóstico aterrador do setor de segurança pública no Rio de Janeiro, declarando que o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, não controlam a Polícia Militar. Em outras palavras isso quer dizer que a população está à mercê da própria sorte, que milícias imperam e os governantes fazem figuração?
Pois bem, neste caso só nos resta a pergunta: “Para que precisamos e pagamos este tipo de governante?”
Neste infeliz pronunciamento, Torquato se declarou convencido de que o assassinato do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, que comandava o 3º Batalhão da PM carioca, no bairro do Méier, não foi resultado de um assalto. ‘’Esse coronel que foi executado ninguém me convence que não foi acerto de contas.”, disse ele contando que conversou sobre o assunto com o governador e o secretário de Segurança do Rio: “Eu cobrei do Roberto Sá e do Pezão”, porém os indagados reiteraram que se tratou de um assalto e o ministro respondeu: “Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado”.
O ministro foi além: “O que está acontecendo hoje é que a milícia está tomando conta do narcotráfico”, disse lembrando que os principais chefões do tráfico estão trancafiados e o crime organizado deixou de ser vertical. Passou a ser uma operação horizontal, muito mais difícil de controlar.”
Isso significa dizer que o comandante maior da segurança pública no País (ministro) tem ciência de fatos tenebrosos, mas ao invés de trabalhar em seu gabinete com sua equipe, traçando estratégias para reverter a situação, acha melhor vir a público tentar justificar os acontecimentos?
Ora ministro, não é isso que os homens e mulheres honrados deste País querem e precisam ouvir. Eles querem resoluções, não imputação de culpas. Infelizmente este governo está tão preocupado em se defender que não tem tempo sequer para passar instruções aos seus subordinados. 

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