18/09/2017

Precisamos separar o joio do trigo, mas o trigo precisa ajudar

Sabemos que sempre é preciso separar o joio do trigo. Um exemplo disso são as pesadas críticas direcionadas aos políticos atualmente, o que acaba generalizando a classe, quando temos consciência que existem exceções (gente honrada) também neste segmento. Mas, é preciso também que os honrados devem se posicionar claramente em favor do País e de seus contribuintes, abrindo o jogo sobre seus pares. Calando-se, mesmo sabendo das maracutáias se colocam na mesma vala de desconfiança que existe por parte da população brasileira.
Ainda ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais uma denúncia contra o presidente Michel Temer onde relata crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa, além de nominar o presidente como líder de organização criminosa. O procurador denunciou mais 8 pessoas, diretamente ligadas ao presidente, à seu partido (PMDB) ou ao seu governo. Fazem parte da denúncia, o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha; o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures; os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves; e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência).
Segundo Janot, o grupo praticava atos ilícitos em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Ou seja: uma sequência horrorosa daquilo que acontecia nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Portanto, mesmo com todo trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça realizado nos três últimos anos, revelando barbaridades através das investigações, processos, prisões e delações, boa parte dos “representantes do povo brasileiro, deu de ombros e prosseguiu na cartilha que deu origem ao Mensalão, Correios,  Petrolão, entre outros assaltos cometidos contra os contribuintes deste País. 
Não é possível que os honrados (deputados, senadores, governadores, prefeitos, vereadores, ministros, secretários, diretores) queiram que a população os respeite se, sabem das maracutáias e se calam passando a impressão que são coniventes ou cúmplices dos que assaltam os cofres públicos tirando direito ao atendimento digno de saúde, de um sistema de educação sério, um organismo de segurança que garanta a tranquilidade dos que trabalham e pagam os tributos também para garantir seus postos, salários e mordomias.
Sabemos que é preciso separar o joio do trigo, mas é imprescindível que o trigo se separe definitivamente do joio para que o povo possa identificar com clareza quem é quem neste balaio.

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