04/09/2017

Exército deve fazer missão de paz fora do País?

Apesar de muitos torcerem o nariz, as Forças Armadas do Brasil merecem reconhecimento e elogios pelas ações desenvolvidas, dentro e fora do País. Dito isso, lembramos que, depois de 13 anos, foi encerrada oficialmente no último dia do mês de agosto de 2017 a participação do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), a qual foi comandada militarmente pelo Brasil. 
Em Porto Príncipe, capital do País, para a cerimônia, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ponderou: “O Haiti tem um governo democrático e tem estabilidade. Tem condições de perseguir o seu desenvolvimento econômico e social, e esta ponte foi feita pelas Forças Armadas Brasileiras, que ganharam respeito internacional sob o mandato da ONU”. 
Para o comandante da operação internacional, general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, o momento encerra “um capítulo da história militar e um capítulo da história do Brasil”.
Durante a cerimônia, o ministro Jungmann pediu um minuto de silêncio em memória aos 24 militares brasileiros que morreram na missão, sendo que 18 deles perderam a vida  no terremoto registrado em 2010, o qual deixou mais de 200 mil mortos no País.
Mas, o Jungmann não saiu sem ser chamuscado pela imprensa que fazia a cobertura do evento. Durante o discurso ele afirmou que o Brasil recebeu convite para participar de outras 10 missões de paz da ONU e que “a melhor avaliação” seria para a República Centro-Africana, onde há um grande número de refugiados e as tropas da ONU são atacadas diariamente. Porém, como o ministro não detalhou qual interesse político-estratégico o Brasil teria na República Centro-Africana, foi questionado sobre se, em um momento de instabilidade política, o governo iria se empenhar para que o Congresso aprove o envio de soldados para a África. Irritado com a pergunta, Jungmann  respondeu: “meu Deus do céu, será que temos que parar tudo o que estamos fazendo porque estamos vivendo uma crise política? Eu acho que embora tenhamos uma crise, temos compromissos e responsabilidades humanitárias com o mundo. A crise passa e o Brasil fica”.
Não sabemos se o ministro tem razão, o que sabemos é que estes homens fazem falta em muitos Estados brasileiros onde o crime organizado mantém a sociedade refém do medo, sendo alvo de balas perdidas e tantas outras com endereço certo. Sabemos que centenas de  jovens aliciados pelo crime rapidamente são descartados pelos chefes de quadrilhas e são executados.

Comente esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.


FOTOS


Guia de Anunciantes