29/08/2017

Pobres do Brasil pagam salários milionários a indicados políticos

A empresa estatal Itaipu não foge a regra dos absurdos que acontecem com o dinheiro público no Brasil. Sua folha de pagamento tem gente ganhando até $ 70.000,00, valor três vezes superior ao que ganha o governador de São Paulo, o maior e mais rico Estado do País. 
Só para lembrar Geraldo Alckimin tem um salário de $ 21.600,00 e, quem ganha o equivalente ao salário do governador são funcionários de segundo escalão: $ 21.100,00. Vai daí que não há imposto arrancado do bolso dos contribuintes que dê conta de pagar os apaniguados que estão na folha da Itaipu e, de tantas outras empresas estatais ou de economia mista.
Lembrando que a Itaipu é um consórcio entre Brasil e Paraguai, sendo que a parte brasileira da Eletrobras é de 50% do capital social e o Brasil dá as cartas na empresa e a Itaipu segue a lógica nefasta das estruturas das demais empresas que contam com a mão governamental em suas gestões.
Com cargos de primeiro e segundo escalão sendo de indicação política, descobrimos a razão do desespero de certos políticos com a possível privatização da empresa. Vale também salientar que os currículos dos indicados para cargos de diretoria têm maior peso conforme de quem indica, e, a concorrência é enorme.
Um fato que sempre provocou bate boca entre aliados e oposição (de todos os governos) era o status de ultra-secreto de sua folha de pagamento. Desvendado os  números são assustadores, se fez luz no setor de recursos humanos da empresa onde um diretor-geral brasileiro recebe $ 69. 656,35 em salário.
Os outros cinco executivos (responsáveis pelas áreas Técnica; Administrativa; Financeira; Jurídica; e de Coordenação) têm rendimentos mensais de 67. 245,41 e, os de segundo escalão até $ 21.100,00. 
Já os membros do Conselho de Administração (cinco), que não precisam bater ponto ou estar na empresa periodicamente,  recebem por participação em reuniões esporádicas. Eles aparecem na folha de pagamento de Itaipu com jetons de $ 27. 061,89.
Claro que com estas cifras, recebidas pelos indicados políticos, com ou sem nenhuma qualificação técnica para ocupar os cargos, fica fácil compreendermos a razão do desespero dos políticos com a promessa de privatização da Eletrobras. Lógico que não estão, e nunca estiveram, preocupados com a empresa, com seu faturamento, funcionamento ou lucro. Estão preocupados com dividendos que podem acabar se os cargos dos indicados desaparecerem. 

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