O País pode acabar, o que não pode são as indicações para cargos

Não é segredo para ninguém que o sistema de governo que só consegue aprovação de medidas cedendo emendas parlamentares e cargos a apadrinhados está falido e precisa ser desmontado urgentemente. 
Neste exato momento o Brasil está diante de um péssimo quadro neste sentido. Ocorre que o Governo anunciou um plano de privatizações para diminuir a máquina pública e fazer caixa e, esta decisão desencadeou uma grande reação dos pseudos aliados governamentais. 
Lógico que a diminuição da máquina pública não interessa aos integrantes da classe política, porém o motivo da reação contrária deles nada tem a ver com a macroeconomia e, sim, com os cargos que possuem, ou almejam ter dentro dos órgão possíveis de serem privatizados.
Neste sentido, políticos de diferentes partidos têm procurado, nos últimos dias, o Palácio do Planalto, para se queixar da perda de espaço em setores como o da Eletrobras e Casa da Moeda, quando sabemos que ambos estão no pacote de privatização do Governo. Reclamam que, com as privatizações, eles perderão cargos e indicações de funcionários nos dois órgãos.
 No caso do setor de energia, por exemplo, a procura por explicações vem de peemedebistas do Senado, sendo que  até o ex-presidente do Senado e ex-presidente da República José Sarney (PMDB) esteve no Palácio do Planalto defendendo seus indicados.  
Já tem até, dentro do Palácio, quem ironize o desespero dos políticos que estão fazendo uma espécie de procissão ao prédio do Poder Executivo Federal: “Se o indicado político tiver perfil técnico, vai ficar. Por que sairia?”, disse um assessor de Michel Temer. 
Já no tocante a Casa da Moeda, quem pede ao Governo mais informações é o PTB. O partido, desde os governos petistas de Lula e Dilma, indica dirigentes para o órgão. Em troca, o governo cobra apoio para votações no Congresso Nacional. Trata-se do clássico toma lá, dá cá que acabou levando o País a derrocada. Importante lembrar que o PTB é o partido de Roberto Jefferson, pivô do escândalo do mensalão e que, contrariado, acabou delatando todo esquema. 
A cara de pau é ver que muita gente enrolada com a Lava-Jato continua lá espremendo o presidente por cargos e Emendas sem se importar com a recessão que tira dinheiro dos setores que deveriam atender os mais necessitados, ou seja: saúde, educação, segurança e saneamento. Não estão nem aí também com os mais de 13 milhões de desempregados que existem no País. Gentalha!

COLUNISTAS

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