27/11/2017

Cia Toa recebe Diploma de Honra ao Mérito

Com performance do ator Aldo Branco interpretando Charles Chaplin e apresentação musical da cantora Débora Pereira, a Cia Teatral Toa – Tecendo o Amanhã foi homenageada pela Câmara de Arujá com o Diploma de Honra ao Mérito em Sessão Solene conduzida pelo presidente da Casa, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, na ultima quinta-feira (23). A iniciativa foi da vereadora Ana Cristina Poli (PR).
Prestigiada por autoridades e artistas, a Companhia teve ressaltada a sua importância para o fomento da cultura de Arujá e a revelação de vários profissionais das artes cênicas. “Muitos artistas iniciaram suas carreiras no Toa”, afirmou o ator e roteirista Helder Martinez, que compôs a Mesa com a idealizadora do Toa, a professora Deusni Ana de Carvalho. De improviso, como fez questão de ressaltar, ela falou dos desafios de manter uma companhia teatral e relembrou o início dos trabalhos com a montagem da primeira peça. “Foi esta Casa que nos abriu as portas para a primeira apresentação e é com alegria que retornamos aqui”, afirmou.
Ana Poli subiu à Tribuna e destacou a história do Toa e a importância do teatro para a vida das pessoas. “A cultura e a arte são capazes de combater até a depressão”, afirmou. Ela também falou da Semana Monteiro Lobato, organizada pela Cia. “As crianças vão até lá e saem entusiasmadas”.
O prefeito José Luiz Monteiro (PMDB) discursou e falou da formação cultural como condição fundamental ao fortalecimento do senso crítico. “Sem cultura, as pessoas acreditam em qualquer coisa. Saem às rua para bater panela, sem saber qual o ritmo do panelaço”, comparou. Gestor da cidade, José Luiz reconheceu os poucos recursos destinados à Secretaria de Cultura no orçamento e fez comparação com o futebol. “Vejam o quanto gastam com este esporte e quanto investem em cultura”.
Abelzinho também teceu elogios à Companhia e à colega Ana Poli. “Toda dedicação da Ana à aprovação deste projeto é pouco pelo que vocês fizeram e fazem pela nossa cidade.”
A Cia Teatral Toa apresentou sua primeira peça teatral em 1997. A história chamada Florisbela e o Pescador de Baquirivu foi sucesso de público e crítica sendo reapresentada três vezes na Câmara para atender à demanda de espectadores. Com duração de 60 minutos trata de forma leve e bem-humorada de temas como meio ambiente e alcoolismo, a partir de duas famílias – a primeira pertencente à realeza de Rapadura City e a outra à plebe do Reino Baquirivu.
Ao longo de sua existência, a Cia Toa já apresentou mais de 60 peças, entre as quais, Tortura de um coração ou boca fechada não entra mosca de Ariano Suassuna, e formou diversos profissionais de artes cênicas que atualmente atuam como dramaturgos, atores, sonoplastas e roteiristas. Depois de encerrado o projeto Tecendo o Amanhã em 2009, a Cia assumiu o projeto Sítio do Pica Pau Amarelo na Biblioteca Municipal.
“A vivência teatral desperta nas pessoas a consciência de grupo e a percepção de que na vida também dependemos uns dos outros. Além disso, melhora a postura, a consciência corporal, a voz e a dicção sendo benéfico para todos”, afirmou Ana na justificativa.
Prestigiaram a Sessão, além de artistas e familiares dos homenageados, o secretário de Cultura, José Joncy da Silva Filho e os vereadores Rafael Santos Laranjeira (PSB), o Rafael Laranjeira, vice-presidente do Legislativo, Edimar do Rosário (PRB), o pastor Edimar de Jesus, e Paulo Henrique Maiolino (PSB), o Paulinho Maiolino.

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